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domingo, 28 fevereiro, 2021
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Milho: sai primeira estimativa de custos para a safra 21/22; semeadura continua atrasada

Por Cenário MT/IMEA

A semeadura de milho no estado de Mato Grosso seguiu mais uma semana abaixo da média entre as últimas cinco safras. Assim, o estado sinalizou um avanço de 15,06 pontos percentuais (p.p.) ante a semana passada, apresentando um progresso mais intenso entre as últimas semanas, que segundo informantes foi justificada por alguns produtores que arriscaram colher a soja com umidade acima do padrão ideal, visando “encaixar” a semeadura do milho dentro da janela de plantio.

Com isso, Mato Grosso registra 35,96% das áreas esperadas semeadas enquanto para o mesmo período da safra 19/20 era indicado 79,61%. Já para as regiões, o território do Vale do Araguaia (Nordeste) alcançou 46,75% semeado, sendo a mais adiantada.


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Por fim, a região centro-sul que totalizou 12,42% dos trabalhos concluídos, provocado pelo excesso de chuva na região que dificulta os trabalhos a campo, e segue com maior atraso registrado pelo instituto.

  • O indicador Imea-MT registrou preço médio de R$64,86 na semana, queda de 0,46% ante a semana passada, justificada pelas menores negociações no mercado disponível nacional.
  • Na CME o contrato corrente encerrou em alta de 0,33% em relação à semana passada, mesmo diante dos reportes de menores vendas do grão norte-americano e estimativas de safra divulgadas pelo USDA.
  • A paridade jul/21 apresentou aumento de 1,71 %, sendo influenciado por dois indicadores que a compõem, dólar e o preço do contrato jul/21 na CME-Group.
  • Com os preços em Mato Grosso caindo e as cotações na CME-Group em alta, a diferença de base entre os preços de MT e Chicago se distanciaram 24,14%.

NOVAS PERSPECTIVAS

Foi divulgado pelo Imea a primeira estimativa do custo de produção do milho de alta tecnologia da safra 21/22 em Mato Grosso.

Conforme os dados analisados, foi visto que a sustentação da moeda norteamericana em altos patamares e a comercialização avançada de insumos pelo produtor em relação aos últimos anos impulsionaram a elevação dos fertilizantes e corretivos (8,89%), semente de alta tecnologia (6,50%), e defensivos (4,85%).


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Somado a estes fatores, podemos citar o custo com arrendamento que também apresentou alta expressiva, justificado pela valorização da saca de soja, uma vez que a oleaginosa é a principal forma de pagamento por parte do produtor arrendatário. Com isso, o custeio do milho se elevou 12,05% ante á safra 20/21.

Por fim, levando em conta todos os fatores citados, para que o produtor mato-grossense consiga cobrir o seu custo operacional é necessário que negocie o cereal a um preço médio de R$ 22,43/sc.



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