O ritmo de negócios no mercado avícola segue lento neste final de janeiro. De acordo com colaboradores do Cepea, as dificuldades na comercialização do animal vivo e da proteína refletem a baixa procura doméstica e uma possível retração das vendas ao mercado externo. Com isso, tanto os preços do animal pago ao produtor quanto os da carne comercializada no atacado da Grande São Paulo estão em queda.

Na parcial de janeiro (até o dia 30) os preços do frango inteiro congelado e resfriado no atacado da Grande São Paulo registraram quedas de 2,1% e 2,6%, respectivamente, frente ao mês passado, com cotações médias de R$ 4,30/ kg e R$ 4,33/kg, na mesma ordem. Quanto ao frango vivo, ainda no mercado paulista, o animal teve preço médio de R$ 2,80/kg em janeiro, baixa de 4% na comparação com dezembro/18. No Pará de Minas (MG), a desvalorização foi ainda maior, de 10,5%, com o animal comercializado também com média de R$ 2,75/kg.


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Apesar da decisão da Arábia Saudita em vetar a importação de cinco frigoríficos brasileiros ser recente e ainda não ter impactado significativamente a indústria nacional, dados divulgados pelo Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, nos primeiros 18 dias úteis de janeiro, a média diária de embarques da carne de frango in natura está 27% abaixo da observada em dezembro/18, com cerca de apenas 215,9 mil toneladas embarcadas.

PINTAINHO – Em janeiro (até o dia 30), os preços do pintainho de um dia para corte estão apresentando altas em todos os estados acompanhados pelo Cepea. Em São Paulo, o animal está sendo negociado a R$ 1,17/cabeça, enquanto no Paraná, a R$ 1,07/cabeça – os maiores valores registrados desde fevereiro/16 e setembro/15, respectivamente (deflacionados pelo IGP-DI de dezembro/18). Ainda em termos reais, o valor médio para o pintainho no estado paulista está 2,1% maior quando comparado ao mês anterior. No Paraná, o aumento é de 4,1%. As altas são ainda maiores frente a janeiro/18, de 9,6% e 11,7% para os respectivos estados. De acordo com colaboradores do Cepea, o aumento nos preços está atrelado à menor oferta desses animais no mercado doméstico, sendo um dos motivos o maior volume de ovos férteis que vem sendo escoado no front externo. Segundo dados da Secex, em 2018, o Brasil exportou 15,5 mil toneladas do produto, alta de 29% frente a 2017.

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