Chuva atrapalha colheita da soja em Mato Grosso

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Dos 9,424 milhões de hectares cultivados com soja no Estado, 12,35% estavam colhidos na última semana de janeiro, ante 16,25% no mesmo período de 2017. Das 7 microrregiões monitoradas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a região norte concentra o maior atraso, com apenas 4,81% da área plantada (306,566 mil/ha) colhidos.

 

Durante igual mês de 2017, a colheita da soja na região alcançava 15,75% da área. Entre a última safra e a atual, o atraso chega a 10,93 pontos percentuais. A maior área de sojicultura está no Médio-Norte mato-grossense, onde estão os municípios de Sorriso e Sinop. Na região, a colheita atinge 17,65% dos 3,216 milhões (ha) ocupados com soja, percentual um pouco abaixo dos 21,68% colhidos no encerramento de janeiro de 2017.

 

Com 2,250 mil (ha) cultivados com a oleaginosa no município de Sorriso, o produtor Laércio Lenz interrompeu a colheita durante os últimos 5 dias por causa das chuvas. “Ainda é cedo para quantificar perdas. Aqui não temos ainda muita notícia de soja ardida, mas depois que (o grão) seca sempre acaba perdendo um pouco a qualidade. Hoje o sol apareceu”.

 

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No outro extremo de Mato Grosso, a colheita segue normal, após interrupções motivadas pelas chuvas. De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Aylan Gonçalo de Arruda, a safra atual foi afetada no início pela falta de chuvas e na etapa da colheita pelo excesso de umidade.

 

A desaceleração no ritmo de produção da soja interfere no andamento da 2ª safra, avalia Arruda. “Alguns produtores já estão reduzindo bastante a área da safrinha, por causa da janela de plantio mais curta”, comenta. No Centro-Sul mato-grossense estão colhidos 11,52% dos 696,979 mil hectares plantados, segundo dados do Imea. Durante igual período do ano passado, o percentual colhido chegava a 15,09%.

 

No município de Campo Novo do Parecis, as inundações de algumas propriedades verificadas na última safra não se repetiram na atual, segundo a presidente do Sindicato Rural, Giovanna Velke. “Choveu bastante no último fim de semana, mas as chuvas são espalhadas e a colheita está dentro da normalidade”.





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