‘Estava feliz com a gravidez’, diz esposa de PM morto por falso policial civil em São Paulo

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Foto: Arquivo pessoal

A mulher do sargento José Valdir de Oliveira Junior, de 37 anos, que foi um dos três policiais militares mortos por um homem que se passou por policial civil na capital, na madrugada deste sábado (8), teve alta do hospital depois de passar mal ao saber da morte do marido.

O sargento tinha uma filha de 16 anos e a esposa, que está grávida de três meses de gêmeos. Em entrevista, Bianca Romano Magri conta o marido estava animado com a gravidez. O sexo dos bebês ainda era desconhecido pelos pais.

“Maravilhoso como marido e estava feliz com a gravidez. Passava em todos os médicos comigo, era presente em casa, brincalhão e experiente na Força Tática”, diz.

A esposa da vítima também é PM e está há três anos na corporação. Segundo Bianca, o marido estava havia 14 anos na Polícia Militar.

“Serei eterna fã número 1”, resumiu sobre o companheiro com quem conviveu durante quase dois anos.

O corpo de Oliveira Júnior será velado e enterrado em Presidente Venceslau (SP). Um colega e também PM em Jundiaí, cidade a qual o sargento morava, falou sobre a convivência com ele.

“Ele era muito humilde e gostava de ser policial, de servir e proteger a sociedade, e prender bandido. Inspirava a gente como policial. Era experiente, trabalhou em Jundiaí, na Força Tática em Franco da Rocha, foi soldado, cabo e há pouco tempo se formou sargento”, disse Cleon Santos.

Falso policial

Segundo a Polícia Militar, os PMs abordaram um carro com dois ocupantes durante um patrulhamento pela Avenida Escola Politécnica, Rio Pequeno. Um deles disse que era policial civil. Os PMs solicitaram a arma e a carteira funcional do suspeito, que as entregou para os PMs.

Enquanto os PMs checavam se o homem era mesmo policial civil, ele sacou uma segunda arma, baleou um PM na cabeça, baleou o segundo e correu atirando.

Ele fugiu, mas um terceiro PM conseguiu atingi-lo. Ele foi socorrido e levado ao pronto-socorro do Hospital Regional de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O falso policial civil também conseguiu atingir esse terceiro PM, que foi ferido, passou por cirurgia no Hospital Universitário, mas não resistiu e morreu por volta de 7h40. O outro ocupante do carro foi detido. Foram quatro mortes no total, três policiais militares e o falso policial civil.

O soldado Celso Ferreira Menezes Junior tinha 33 anos, era divorciado, não possuía filhos e estava na Polícia Militar há 10 anos e 5 meses.

O Soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva tinha 29 anos, era casado, e deixa a esposa grávida Ana Carolina e estava na Polícia Militar há 6 anos e 9 meses.

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Amazonia 03 de Junho