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quarta-feira, 22 setembro, 2021
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Debate na CSF aponta caminhos para melhora da qualificação dos trabalhadores

Paulo Passaro, consultor da empresa Korn Ferry, destacou a necessidade de alguns cursos universitários se aproximarem mais do mercado de trabalho.
Por CenárioMT com inf. Agência Senado

A Comissão Senado do Futuro (CSF) debateu nesta sexta-feira (27) caminhos para a superação do baixo índice de qualificação dos trabalhadores do país. Realizada sob a forma de audiência pública interativa (veja o vídeo), a reunião foi conduzida pelo presidente da comissão, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

Na opinião do senador, a educação continuada é fundamental para a vida do trabalhador. Izalci concordou com os debatedores sobre a necessidade de maior aproximação entre governo, empresas e universidades. Ele também reclamou da falta de uma política nacional de ciência e tecnologia e pediu mais investimentos públicos na formação da população.


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— Não se investe em pesquisa, só se pensa na próxima eleição, ninguém está preocupado com a próxima geração — disse Izalci.

O senador acrescentou que a educação básica deveria oferecer, por exemplo, noções básicas de empreendedorismo e administração financeira. Ele leu várias mensagens enviadas por cidadãos pelo portal do programa e-Cidadania, onde elas podem ser lidas.

Adolfo Furtado, gerente da empresa Klabin, afirmou que boa parte dos trabalhadores brasileiros têm formação educacional, técnica e profissional insuficientes ou deficientes. Além disso, destacou ele, há profissionais sem conhecimentos básicos em tecnologias digitais. Furtado disse que, nesses casos, a empresa fica responsável por capacitar o contratado, suprindo falhas e lacunas, além de oferecer especialização e reciclagens profissionais, por exemplo.

Dentre as áreas que buscam novos profissionais capacitados ou especializados, Furtado citou o setor florestal, que, segundo ele, precisa de profissionais com especializações técnicas em celulose, papel, química e elétrica e também de profissionais de tecnologia da informação, principalmente das áreas de dados.


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— Temos demanda de mão de obra que dobra a cada dez anos. É um tema com que nós devemos nos preocupar, porque realmente é um tema que atrasa um pouco o desenvolvimento das empresas — disse Furtado.

Heitor Mello Peixoto, sócio-diretor da empresa Eyesonfuture, ressaltou a necessidade dos trabalhadores de aprender inglês. Segundo ele, a língua inglesa é hoje necessária não só para altos executivos, mas é uma demanda nos vários níveis das empresas e também para pequenos empreendedores.

— O inglês é cada vez mais demandado — disse Peixoto, que defendeu mais investimentos na formação em tecnologias digitais e empreendedorismo.

De acordo com Dalva Moreira, diretora de Recursos Humanos da empresa International Flavors and Fragances (IFF), o Brasil tem a quarta maior população online do mundo. Segundo pesquisas recentes, afirmou Dalva, sete em cada dez brasileiros estão conectados e ficam até nove horas por dia online. Apesar de os brasileiros terem familiaridade com as atividades básicas digitais, observou ela, falta o conhecimento de como criar essas ferramentas digitais.

— A gente está falando de criar tecnologia, inovação, e inovação vem com criatividade — declarou ela.

Dalva também disse que idosos e pessoas de baixa renda têm menos habilidades digitais e que há grande dificuldade de contratação de mulheres no setor de tecnologia.

Segundo a diretora da IFF, quanto mais competências digitais o profissional tiver, mais chances de conseguir emprego ou renda ele vai ter. Além disso, Dalva defendeu ações afirmativas usadas por empresas para aumentar a representatividade de profissionais negros e outros grupos, como pessoas com deficiência.

Paulo Passaro, consultor da empresa Korn Ferry, também ressaltou a importância do inglês para qualquer profissional e concordou com a necessidade de alguns cursos universitários se aproximarem mais do mercado de trabalho.


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