Pandemia poderá ser benéfica para crescimento do Brasil, analisa empresário luverdense

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De fato são muitas as incertezas sobre o futuro do Brasil diante da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19), ao passo que vemos a economia em retração e muitos brasileiros desempregados. Sem contar é claro, com o sistema de saúde colapsado, o que deixa a população ainda mais apreensiva.

Por outro lado, vemos uma força intensa do agronegócio impulsionando a economia e mantendo, assim como outros importantes setores, o Brasil em movimento.

Em entrevista ao portal CenárioMT, o empresário Marino Franz, fez uma projeção positiva sobre o futuro do agro e acredita que o Brasil irá crescer muito pós pandemia.

O agronegócio é a grande potência do Brasil. Pela tecnologia que nos temos, pelo homem com sua sabedoria, e o agro como sendo uma coisa que nos dominamos, vemos que o Brasil vai crescer muito nesse setor. Vemos que diante da pandemia, muitas famílias cortaram custos, deixou de fazer investimentos, turismo, hotelaria, tudo isso foi colocado em xeque, porém, a pessoa não pode parar de comer”, explicou.

 

De acordo com Franz, o mundo não tem estoque de comida e diante de tal afirmação, é preciso que a produção continue em grande escala para abastecer os grandes centros consumidores. O empresário ressaltou ainda que mais de 80% do grão produzido no Brasil e em especial a produção de Mato Grosso, tem destino como a China, por exemplo, uma das maiores compradoras das comdodities.

A China, por exemplo, tem que fazer um vazio sanitário de no mínimo cinco anos, e para isso não tem estoque, pois não tem produção suficiente. De modo geral, o mundo continua comprando comida” reforça. O Brasil tem aproveitado esta oportunidade para comercializar seus produtos.

“A China é um país continental. Se pegarmos toda a América Central, do Norte e a Sul, não chegamos a metade da população da China. Até 2030, por exemplo, o PIB (Produto Interno Bruto) da China deve chegar a 50 trilhões de dólares, o PIB dos Estados Unidos deve chegar a 35 trilhões, a Índia vai aparecer com 28 trilhões de dólares, a Indonésia deve atingir 17 trilhões de dólares e o Brasil vai chegar somente a 6 trilhões de dólares em seu PIB. A Ásia como um todo, se estruturou. A China está na frente e se estruturou em vários setores e agora cabe ao Brasil ganhar com a produção de alimentos”, ressalva.

MERCADO

“Com o frete mais em conta, devido ao fato que o diesel chegou a R$ 2,50, no mesmo instante o Dólar saiu de R$ 4,00 e foi para R$ 5,50, o que permite ao produtor brasileiro realizar mais reais nas exportações. O produtor que está endividado em Reais está nadando de braçada e conseguindo pagar seus compromissos, ao contrário de quem está devendo em Dólar”.

Com a pandemia, a maior preocupação, além dos cuidados com a saúde, é a produção de alimentos para o mundo.

Então as famílias priorizaram a comida, as empresas priorizaram a comida. E é justamente o nosso negócio. Se Lucas do Rio Verde, Mato Grosso tivesse outros negócios, com certeza nosso futuro estaria em xeque. O mundo não tem reserva estratégica de alimentos e então vejo que a oportunidade do Brasil crescer é agora, de nosso país sair na frente diante dessa crise causada pela pandemia”.

 

Para o empresário, Lucas do Rio Verde começa a colher os resultados positivos de investimentos realizados no passado, com implantação do sistema de transformação de grãos em proteínas animais, avanços tecnológicos na produção e implantação de tecnologia para transformação de milho em etanol.

“Acredito que em breve haverá vacina para conter essa pandemia e tudo isso vai passar. O macro está sendo feito no agronegócio, e está sendo muito bem feito com a agregação de valores. Muitas portas vão se fechar, porém, muitas outras vão se abrir, basta ter visão sobre o que vai acontecer a cinco ou dez anos para frente”, finaliza Franz.   

 

“Alinhar viabilidade econômica com menos impacto ambiental será fundamental para construção da ‘Ferronorte’”, avalia Marino Franz

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Amazonia 03 de Junho