Por que você não deve tirar o carboidrato da dieta durante a pandemia

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Na saga pelo emagrecimento rápido e a qualquer custo, muita gente comete o mesmo erro: cortar, sem pestanejar, todo tipo de carboidrato da dieta. Sobretudo agora, quando inúmeras pessoas reduziram ou cortaram a prática de atividades físicas por conta da pandemia de coronavírus.

E aí é que mora o perigo. É nesse momento, em especial, que o corpo precisa de energia para lidar com as atividades diárias. Outro aspecto fundamental é a manutenção da imunidade.

“Ao tirar carboidratos da dieta, o organismo entra em um processo de gliconeogênese, no qual será utilizado as fibras musculares como forma de produção de glicose. Isso ocasiona, entre outras questões, a flacidez, principalmente na região do tríceps. Não é uma estratégia eficiente para manter ou perder o peso”, ensina Lucas Guimarães, professor do curso de nutrição do Centro Universitário IESB.

Segundo o profissional, os temidos “carbos” não são vilões. Porém, é preciso saber fazer boas escolhas. “A quem quer manter o peso e saúde, tanto a nível cardiovascular como intestinal, os melhores carboidratos são os integrais, bem como frutas e verduras, que têm boa quantidade de fibras e baixa quantidade de calorias”, elucida.

Comida e pandemia

O médico acrescenta que, desde a década de 1970, sabe-se que a alimentação tem uma influência direta no sistema imunológico, que protege o corpo de doenças como a Covid-19.

“É de extrema importância falar que dietas carenciais, bem como as restritivas, podem gerar uma resposta inadequada devido ao aumento do estresse oxidativo, o que diminuiu a eficiência do sistema imunológico”, afirma.

Ele alerta, porém, que nem por isso devemos nos entupir de macarrão a carbonara ou de batatas fritas. Os excessos, obviamente, são tão prejudiciais quanto a falta desse nutriente.

“Artigos mostram que o acúmulo de gordura na região abdominal causado pelo consumo excessivo de carboidratos provoca um aumento do processo inflamatório, deixando o organismo mais suscetível a infecções virais”, pondera.


Amazonia 03 de Junho