Caso Mariana: acusado de matar universitária não irá a júri popular

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Foto: TV TEM/Arquivo Pessoal

O acusado de estuprar e matar a universitária Mariana Bazza em Bariri (SP) será julgado pela Justiça Comum e não irá a júri popular. Isso porque, segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, o principal crime cometido por Rodrigo Pereira Alves foi o de latrocínio, que não se enquadra nos crimes dolosos contra a vida que preveem o Tribunal do Júri.

De acordo com a denúncia do MP, Rodrigo roubou o carro, a carteira da vítima com documentos pessoais, R$ 110 em dinheiro, o celular dela e uma caixa de som.

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“O principal crime é o latrocínio, roubo seguido de morte, que é diferente do artigo 121 sobre homicídio, o crime contra a vida. Por isso, ele terá um julgamento na Justiça Comum e não júri popular. Mas, o latrocínio tem pena alta, de 20 a 30 anos”, explica Guilherme Bittencourt Martins, advogado e Presidente da Comissão de Direito Penal e Processual.

Ainda segundo o advogado, como o Rodrigo ainda cumpria uma pena de crime anterior em regime aberto, ele pode ter situação agravada. “Ele cometeu um novo crime enquanto ainda cumpria uma pena, então ele pode ter os benefícios da progressão suspensos.”


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Rodrigo também foi acusado de estupro e ocultação de cadáver, por isso pode ter a pena aumentada durante o processo. O laudo necroscópico do IML de Araraquara apontou que a vítima que tinha 19 anos foi estuprada e morta na chácara onde o acusado trabalhava como pintor.