Para pessoas que moram em grandes cidades, conviver com o trânsito e com meios de transporte lotados é uma realidade.

Em casos de cidades como São Paulo, que diariamente recebe mão de obra vinda de outras cidades próximas, o deslocamento é um desafio ainda maior e tem levado cada vez mais pessoas a procurar formas alternativas de transporte dentro da cidade.


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Na internet, não faltam resultados com orientações e sugestões para aqueles que buscam se locomover com maior facilidade. Alguns sites, como o 365 Dicas, criam listas de bicicletas dobráveis, hoverboards e outros meios alternativos e portáteis de locomoção.

Redução no número de carros é uma tendência

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Segundo dados do DETRAN, a cidade de São Paulo conta hoje com uma frota de veículos de 9 milhões de unidades, entre carros, motos, ônibus e outros automotivos. Deste total, 6,3 milhões são automóveis.

O elevado número de veículos preocupa especialistas em mobilidade urbana. Pesquisas apontam que usuários de automóveis passam, em média, 2:50 horas por dia em engarrafamentos. Os números também preocupam profissionais da saúde pública, uma vez que o ar de grandes cidades apresentam grandes concentrações de poluentes.

Porém essa realidade está em vias de mudar.

Os dados coletados pelo Federal Highway Administration mostraram que 46,3% dos potenciais motoristas no Estados Unidos com idade entre 16 e 19 anos tinham carteira de motorista em 2008; em 1998 o percentual era maior, 64,4%. Essa redução reflete a preocupação de novas gerações, mais adequadas às necessidades do meio ambiente.

Segundo Valério Marochi, técnico de ensino no Centro de Mobilidade Sustentável e Inteligente do Sistema Fiep, “a substituição dos carros por veículos de até 10kg impacta diretamente na redução dos congestionamentos, da emissão de carbono e gases de efeito estufa”.

Grandes cidades e micromobilidade urbana

Bicicletas e, mais recentemente, patinetes elétricos têm sido cada vez mais populares em trajetos curtos. Este tipo de transporte “preenche lacunas entre o transporte coletivo e o destino do usuário”, explica Valério Marochi.

Amparadas no conceito da micromobilidade urbana, cada vez mais empresas têm colocado patinetes e bikes espalhados pela cidade à disposição de qualquer pessoa que possua um smartphone e um cartão de crédito.

Alugando essas alternativas por hora, bancos e startups têm explorado a carência no setor, alavancado lucros e promovido maneiras de se locomover pela cidade sem emissão de carbono.

Apesar de serem os mais conhecidos pela população, bicicletas e patinetes não são as únicas formas de transporte alternativo disponíveis.

Segundo o Global EV Outlook 2019, em 2018 a frota destes novos tipos de veículos, como monociclos, patinetes elétricos e hoverboards, passou dos 300 milhões em todo o mundo.

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