Novo Mapa pronto para desafios

A ministra deu posse ao secretariado. Falta apenas definir a titularidade para uma das pastas.

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O Mapa já está com seus quadros praticamente completos para dar início a uma nova gestão de desafios. Na última quarta-feira, a titular da pasta, Tereza Cristina, deu posse ao secretariado. O único cargo ainda sem nome para ocupa-lo é o da nova área do ministério: Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação.

Foram empossados os titulares das secretarias de Política Agrícola ao servidor, Eduardo Sampaio Marques; de Defesa Agropecuária, José Guilherme Tollstadius Leal, de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior; de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Henrique Kohlmann Schwanke; de Comércio e Relações Internacionais do Agronegócio, o embaixador Orlando Leite Ribeiro e Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia.


O secretário executivo, Marcos Montes, deputado federal, assinou o termo de posse mas vai assumir o cargo efetivamente quando encerrar seu mandato na Câmara Federal, em 1º de fevereiro.

Em seu discurso, a ministra destacou o retorno da agricultura familiar e da pesca para a pasta e enfatizou que o Mapa olhará com igual atenção para todos os produtores. “A agricultura familiar terá integral apoio de nossas áreas de inovação, pesquisa, assistência técnica e extensão”, afirmou, destacando “a urgente necessidade de realizarmos titulações de terras, pois o cenário atual implica absoluta insegurança jurídica e impede acesso aos recursos de crédito, inviabilizando a produção e determinando subordinação aos programas sociais”, disse ela.

Sobre a pesca e aquicultura, a ministra lembrou que o país tem cerca de 8.000 km de costa marítima e cerca de 12% de toda água doce do planeta e que “teremos obrigação de aplicar todo este potencial em favor da produção de alimentos gerando emprego e renda”.

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Preservação

Em relação ao meio ambiente, Tereza Cristina lamentou o que chamou de “acusações absolutamente infundadas”, que, segundo ela, partem de todos os lados, inclusive de organizações internacionais estabelecidas amistosamente no País. Ela afirmou, ainda, que “a discussão honesta deveria partir de uma premissa básica: o Brasil é um país com legislação ambiental extremamente avançada e que mais soube preservar suas florestas nativas e matas ciliares. Nosso País é um modelo a ser seguido; jamais um transgressor a ser recriminado”.

A ministra argumentou serem “relevantes as questões relacionadas ao clima, à sustentabilidade e à biodiversidade”. Ressaltou que são 466 milhões de hectares registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR): “uma base espetacular que permite o monitoramento e o eventual combate ao desmatamento em 5,4 milhões de propriedades rurais”.

Sobre a disputa no mercado internacional, afirmou que “o agronegócio brasileiro estará a postos para negociar com o mundo nas áreas da propriedade intelectual, das indicações geográficas, dos recursos genéticos, da rotulagem, do bem-estar animal, da produção orgânica e das questões trabalhistas e sociais”.

E que o país, “na condição de segundo maior exportador de alimentos do mundo, tem as maiores perspectivas de expansão”. Falou ainda em superar barreiras internacionais “por vezes impostas através de critérios tarifários ou sanitários duvidosos”.


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