Sem espaço no DEM e no PSDB para disputar o Senado, Sachetti pode também ser descartado pelo PR

Faltando uma semana tudo pode acontecer ou não acontecer nada como disse nos últimos dias um plumado tucano. Para Sachetti será este tudo ou nada.

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Eleições em Mato Grosso: O deputado federal Adilton Sachetti (PRB) vive um intenso dilema neste desejo de trocar uma candidatura praticamente vitoriosa de reeleição a deputado federal para disputar uma vaga no Senado Federal. Rejeitado por duas fortes alianças, a do PSDB do governador Pedro Taques e a do DEM do ex-prefeito Mauro Mendes, ele pode agora ter mais uma rejeição, no PR, que tenta viabilizar o apoio do PT, garantindo uma vaga ao Senado, justo a que o parlamentar por Rondonópolis vem pleiteando com seu partido.
 
No próximo domingo, dia 5 de agosto, termina o prazo para que todos os partidos realizem suas convenções partidárias e definição chapas majoritárias e proporcionais, bem como as alianças com outras siglas. Faltando uma semana tudo pode acontecer ou não acontecer nada como disse nos últimos dias um plumado tucano. Para Sachetti será este tudo ou nada.
 
O parlamentar após ouvir de Mauro Mendes, candidato ao governo pelo DEM que sua aliança optou em ter a seu lado o ex-vice-governador e presidente estadual do PSD pensando no tempo de propaganda eleitoral, dando a vaga que parecia sua para Favaro, correu em busca de disputar o Senado ao lado do PR. O problema é que neste sábado ao adiar seu a decisão de seu destino, o PT praticamente selou a aliança com os republicanos exigindo para isso uma vaga ao Senado.
 
Assessores de Adilton Sachetti trataram, ainda no sábado, de argumentar que nem tudo está perdido e que ele poderá ressurgir das cinzas aceitando a possibilidade de se aliar com o PSDB do governador Pedro Taques, condição que negou no último domingo.
 
Para o PRB esta possibilidade é plausível a partir do momento em que o PSDB está em pé de guerra com a juíza aposentada Selma Arruda, que usou as redes sociais para avisar seus seguidores que ninguém é obrigado a votar em aliança fechada, com cada eleitor tendo o direito de votar nela e em candidatos A, B ou C de outros partidos e aliança. Os tucanos não gostaram, viram nisso um aproveitamento da ex-juíza em ter uma aliança forte para chegar ao Senado, sem o compromisso de lutar pela união de uma aliança.
 
Sachetti vê nisso a chance de realizar seu sonho de ser senador e poderá nas próximas horas aceitar um novo convite do PSDB, caso o PSL de Selma Arruda não consiga contornar o impasse junto ao tucanato. Se ele conseguir vai restar ao deputado federal três opções: disputar o Senado em uma candidatura avulsa, disputar a reeleição, ao lado do grupo de Mauro Mendes ou abandonar temporariamente a carreira política.
 

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