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sexta-feira, 14 maio, 2021
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Hábitos de saúde das mães passam para as crianças

Por CRESCER

Um novo estudo australiano revelou que os hábitos alimentares das mães e de assistir televisão tiveram um efeito no índice de massa corporal (IMC) e nos padrões de estilo de vida de seus filhos pequenos. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores acompanharam 400 crianças e mães por 5 anos. Os resultados mostraram que os filhos de mães que seguiram um padrão alimentar saudável rico em frutas e vegetais eram mais propensos a ter padrões de estilo de vida saudáveis ​​e um IMC na faixa normal, relatou Miaobing Zheng, PhD, da Escola de Ciências do Exercício e Nutrição da Universidade Deakin em Geelong, Austrália.

Além disso, conforme publicado em Obesity, os filhos de mães que relataram assistir mais de 130 minutos de televisão por dia eram mais propensos a adotar padrões de estilo de vida pouco saudáveis ​​e ter um IMC mais alto, assim como os filhos de mães que tinham IMC antes da gravidez acima de 25. “É concebível que comportamentos de estilo de vida materno prejudiciais (ou seja, padrões alimentares e assistir TV) podem predispor seus filhos a ter LPs prejudiciais [padrões de estilo de vida] na primeira infância”, escreveu a equipe de Zheng. No entanto, gênero, duração da amamentação e atividade física materna não foram significativamente associados aos padrões de estilo de vida das crianças.


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Segundo a medpagetoday, em um comunicado que acompanha o estudo, um especialista não envolvido na pesquisa sugeriu que as crianças estavam copiando o comportamento de suas mães: “As crianças aprendem imitando o que vêem diariamente”, disse Liliana Aguayo, PhD, do Departamento de Hubert da Global Saúde na Emory University, em Atlanta. “Não há dúvida de que as crianças copiam os comportamentos observados na presença dos pais: saudáveis ​​e não saudáveis. As evidências deste estudo destacam a importância da primeira infância como um período crítico para o desenvolvimento da obesidade. Mais pesquisas são necessárias para identificar abordagens eficazes para simultaneamente abordar comportamentos de saúde de pais e filhos”, completou.

O estudo foi o primeiro a usar a modelagem multitrajetória para examinar as relações longitudinais entre as práticas de estilo de vida de mães e crianças pequenas, disseram os pesquisadores. “A modelagem multitrajetória identifica grupos de indivíduos seguindo trajetórias semelhantes em várias variáveis, permitindo a estimativa das relações entre duas ou mais variáveis ​​longitudinais que evoluem conjuntamente ao longo do tempo.”

A pesquisa incluiu 439 crianças que faziam parte do programa Melbourne Infant Feeding Activity and Nutrition Trial. Todos os dados foram autorrelatados pelas mães por meio de questionários. As informações clínicas e demográficas foram coletadas no início do estudo e aos 18 meses. Dados sobre fatores de estilo de vida, incluindo dieta, atividade física e tempo gasto assistindo televisão para mães e filhos, foram coletados aos 18, 42 e 60 meses.

A principal limitação do estudo foi a confiança em relatos das mães, o que significa que os dados estavam sujeitos a erros de relato e viés de memória, disse o grupo de Zheng. Outra limitação foi a alta proporção de mães com alto nível de escolaridade no estudo. Os resultados, portanto, podem não ser generalizáveis ​​para a população nacional, observaram os pesquisadores.


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Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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