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domingo, 20 junho, 2021
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SP, RJ e MS suspendem vacinação de grávidas preventivamente

Por CENÁRIOMT COM INF. G1 SP

O governo de São Paulo suspendeu a vacinação de grávidas com comorbidades, que deveria começar a partir desta terça-feira (11), conforme previsto pelo calendário da gestão estadual. A medida também já foi tomada no estado do Rio de Janeiro, em Pernambuco e no Mato Grosso do Sul.

A determinação ocorre de forma preventiva, após a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a suspensão imediata da aplicação da vacina contra Covid da AstraZeneca/Fiocruz nesse público.


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De acordo com a gestão de João Doria (PSDB), a suspensão será mantida até que ocorra uma nova orientação por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que o estado não tem doses suficientes das vacinas da CoronaVac e Pfizer, os outros dois imunizantes aplicados no país, para conseguir vacinar essa parte da população.

“Temos ainda um quantitativo para a vacina do Butantan [CoronVac] que não daria, não conseguiria pleitear todas as mulheres grávidas do nosso estado, assim como a dificuldade da vacina da Pfizer, frente às baixas temperaturas [de armazenamento], uma questão absolutamente de logística e de estocagem, nós temos que encerrar ou suspender temporariamente pra que nós, da Secretaria de Estado da Saúde, estejamos não só aguardando as orientações técnicas do Ministério da Saúde, em relação a qual vacina estará sendo orientada para esse público, bem como o desenho da logística que faremos a todo o nosso estado”.

A suspensão, entretanto, não afeta a vacinação das puérperas, mães de recém-nascidos, que tenham comorbidades. Elas poderão ser imunizadas a partir desta terça (12).

O secretário defendeu a eficácia e qualidade da vacina, e disse que a suspensão não deve comprometer a vacinação dos demais públicos no país.


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“O que houve foi uma modificação pontual para um grupo específico que é o grupo das grávidas. Isso não se estende, isso não descontinua a utilização da AstraZeneca, uma excelente vacina, segura, eficaz, protetora e, dessa maneira, ela vai continuar sendo ministrada em outros grupos, com exceção das mulheres grávidas.”

Recomendação da Anvisa

 

A nota emitida pela agência reguladora na noite desta segunda (10) diz que a orientação é que “seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) a indicação da bula da vacina AstraZeneca e que a orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país”.

A Anvisa, no entanto, não relatou nenhum evento adverso ocorrido em grávidas no Brasil.

O texto diz ainda que “o uso de vacinas em situações não previstas na bula só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios para a paciente”.

A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca, porém, não recomenda o uso da vacina sem orientação médica.


Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
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