31.6 C
Lucas do Rio Verde
quarta-feira, 16 junho, 2021
InícioMUNDORio recebe em 2020 o Museu da História e Cultura Afro-brasileira

Rio recebe em 2020 o Museu da História e Cultura Afro-brasileira

Por Jéssica Antunes*

Está programanda para 2020 a inauguração do Museu da História e Cultura Afrobrasileira, no prédio Docas Dom Pedro II, na zona portuária do Rio de Janeiro. O local será construído para destacar a importância do Cais do Valongo, maior porto escravagista da história, considerado Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O Docas, prédio escolhido para abrigar o museu, é considerado importante para a comunidade negra por ter sido feito pelo engenheiro negro André Rebouças, que recusou a mão de obra escrava 20 anos antes da abolição da escravatura.


--Continua depois da publicidade--

Atualmente, o espaço que pertence a União é ocupado pela organização não governamental Ação da Cidadania – fundada pelo sociólogo Herbert de Sousa, o Betinho. Segundo a secretária municipal de cultura do Rio de Janeiro, Nilcemar Nogueira, a prefeitura do Rio já está articulando com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, para garantir que o museu seja montado no Docas Dom Pedro II.

“Ele [o mueu] é uma construção coletiva, é um museu articulado com a comunidade negra, feito de baixo para cima. Estamos no momento em que tivemos um entrave muito forte porque o prédio desejado é o Docas Dom Pedro II. A gente está articulando junto ao novo presidente da república porque o lugar é aquele”, explicou.

Investimento

O maior porto de entrada de negros escravizados na América Latina, recebeu na sexta-feira (23) o título oficial de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O sítio arqueológico foi descoberto em 2011, durante escavações das obras do Porto Maravilha.

Segundo a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, serão gastos R$ 4 milhões para preparar o Cais do Valongo à visitação. Mas, segundo ela, é necessário que a população também se aproprie do local e participe do movimento de proteção.


--Continua depois da publicidade--

“A embaixada dos Estados Unidos entrou com 500 mil dólares, que nós vamos usar em uma primeira etapa para fazer a parte de consolidação do sítio, das pedras, drenagem, guarda-corpo. A segunda etapa, que é iluminação artística, parte de educação patrimonial e sinalização, será feita com mais 2 milhões de reais necessários, que a gente está com tratativas com a iniciativa privada para nos ajudar em forma de patrocínio”, explicou.

*Estagiária sob supervisão de Mario Toledo

Edição: Talita Cavalcante


Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
- Publicidade -

Últimas no CenárioMT

Lucas do Rio Verde

POLÍCIA
Polícia Civil alerta para novo golpe do WatsApp em Lucas do Rio Verde
junho 16, 2021
INVESTIGAÇÃO
Jovem pode ter sido executado por facção criminosa em Lucas do Rio Verde
junho 16, 2021