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quarta-feira, 08 dezembro, 2021
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Covid nas escolas: Como o Brasil pode controlar a variante delta melhor do que os Estados Unidos

Por Emily Santos, G1

No Brasil, os 26 estados e o Distrito Federal estabelecem o uso de máscara obrigatório nas escolas. Na avaliação de especialistas ouvidos, essa é uma das regras fundamentais para tentar frear a circulação da Covid-19, incluindo as suas variantes, como a delta, e impedir o aumento de casos.

Nos Estados Unidos, por outro lado, não há um consenso: por questões políticas, cerca de 20% dos estados americanos chegam até a proibir que uma instituição de ensino exija o uso da máscara, segundo levantamento do “New York Times” (veja mais abaixo).


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Considerando que a variante delta, mais transmissível, já é responsável por mais de 99% das contaminações registradas nos EUA, o risco de novos surtos nas escolas torna-se ainda maior. As aulas estão sendo retomadas ao longo de agosto e setembro.

Surto de Covid-19 entre crianças

Desde julho, os Estados Unidos registraram um aumento exponencial de casos de Covid entre as crianças, que agora representam 29% das ocorrências da doença no país, de acordo com levantamento da Academia Americana de Pediatria (AAP).

De 22 de julho a 9 de setembro, quase 5,3 milhões de crianças testaram positivo para o vírus, maior número desde o início da pandemia.

Só nas últimas duas semanas do período de levantamento da AAP, o número cumulativo de casos infantis de Covid subiu 10% desde o início da pandemia. Autoridades locais devem acompanhar o retorno às aulas presenciais em alerta pela possibilidade de novo aumento.

Governos negacionistas

Nos EUA, há um embate entre republicanos e democratas em relação à estratégia de combate à pandemia. O presidente Joe Biden (Democrata) defende a vacinação e os protocolos não-farmacológicos de prevenção, como o uso de máscara, mas as decisões dos governos municipais e estaduais, vários deles liderados por republicanos, que acabam tendo um peso maior.


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“Existe uma resistência por parte dos republicanos. O ex-presidente Trump, no ano passado, se recusava a usar máscara em público, por exemplo”, afirma o biomédico Vitor Mori, pesquisador da Universidade de Vermont (EUA).

É o caso da Flórida, estado governado pelo republicano Ron DeSantis, que, de olho nas eleições de 2024, adotou uma campanha agressiva contra a obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas.

No Brasil, ao longo da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de manifestações e eventos públicos sem a proteção devida – foi mais de 7 vezes multado por isso em São Paulo. Ele também defende publicamente o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid.

No entanto, mesmo prefeitos e governadores alinhados com o governo federal impõem o uso de máscara nas escolas. Santa Catarina, cujo governador é Carlos Moisés (PSL), é um deles.

Outro ponto a favor do Brasil é a alta adesão entre os estudantes ao uso da máscara. Segundo a pesquisa nacional “Juventudes e a pandemia do coronavírus”, divulgada em maio de 2021, 9 em cada 10 entrevistados disseram usar máscara em ambientes públicos (como mercados, farmácias e transporte), mesmo quando não viam ninguém por perto.

O estudante Gabriel Oliveira dos Santos, de 15 anos, é um desses jovens. Ele não abre mão de usar máscara, especialmente durante as aulas presenciais na Escola Estadual Professora Therezinha Sartori, em Mauá (SP), onde cursa o 9º ano. “Eu fico de máscara o tempo todo e sempre levo outras duas ou três para trocar ao longo do dia”, conta.

Ele tem frequentado as aulas presenciais em escala de revezamento há quase dois meses e diz que não viu ocorrência de aglomeração ou alunos desrespeitando as orientações.

“Todo mundo respeita, fica de máscara e usa álcool em gel”, diz.

 


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A professora Marcia Cristina Araújo, que dá aulas para o Infantil 4 (alunos de 4 a 5 anos) da escola privada Tarsila do Amaral, na zona norte de São Paulo, diz que o cenário é parecido mesmo entre os alunos mais jovens.

“As crianças da minha turma permanecem de máscara do começo ao fim do dia, realizamos trocas ao longo das refeições e nós, adultos, também trocamos nossas máscaras para servir de referência”, relata.

 

Não é que os protocolos sanitários adotados pelo Brasil sejam impecáveis: infectologistas e educadores avaliam que houve uma falta coordenação nacional na definição das regras. Também apontam que não houve distribuição de máscaras PFF-2 (mais filtrantes) a todos os professores e a testagem não foi ampla e frequente, critérios importantes como ventilação do ambiente ficaram em segundo plano.

Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.

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