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quarta-feira, 23 junho, 2021
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Senador teme que Odebrecht influencie empresa que assumirá duplicação da BR 163

Carlos Fávaro se reuniu com diretores da ANTT e manifestou preocupação, caso a empresa continue como acionista no processo de cura do contrato de concessão da rodovia
Por Da Redação

Recentemente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aceitou o plano de cura apresentado pela concessionária que administra trecho da BR-163 em Mato Grosso. O plano prevê, entre outras coisas, a continuidade das obras de duplicação da rodovia e o repasse da concessão para outra empresa.

O contrato de concessão da rodovia federal foi assinado há oito anos. A partir de 2014, a Rota do Oeste começou as operações que, pelo contrato de concessão, têm validade de 30 anos. O documento prevê que a concessionária fica responsável pela duplicação de 453, dos 855 quilômetros de rodovia.

Segundo levantamento da empresa, os trabalhos foram concluídos no trecho da divisa com Mato Grosso do Sul, restando 28 quilômetros de rodovia na região metropolitana de Cuiabá. Outro trecho pendente está localizado na região norte, entre Diamantino e Sinop, totalizando cerca de 300 quilômetros.

Esta semana, o senador Carlos Fávaro (PSD) se reuniu com representantes da ANTT e mostrou otimismo com a condução do órgão em relação à situação da rodovia. O parlamentar observa que o processo de cura está com bom desenvolvimento, mas lembra que paralelo está tramitando o processo de caducidade. “Caso não consigamos salvar esse contrato, ele vai pra caducidade e (será realizada) nova licitação”.

Contudo, Fávaro entende que o plano de cura do contrato deve avançar. O senador fez recomendação a diretores da ANTT e mostrou preocupação com a possibilidade de a Odebrecht, uma das acionistas da atual concessionária, permanecer. “Que não compactuem com a continuidade da atual empresa, ligada a Odebrecht, sendo acionista da nova empresa. Já que vamos fazer a cura do contrato, que seja sangue novo. Vassoura nova é que vai varrer melhor”, destacou.

“Não correr o risco de uma empresa velha, contaminada no mercado, possa atrapalhar a concessão de crédito a nova empresa e de novo essa rodovia passa a não ter obras, que é o que interessa ao povo de Mato Grosso”, enfatizou Fávaro.


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