Relatório da CBF apresenta gasto ínfimo do Atlético-MG com intermediários; clube esclarece

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Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Anualmente, a CBF publica um relatório de intermediários no qual consta quanto cada um dos grandes clubes brasileiros gastou em pagamentos a agentes (comissões). O mais recente relatório apresentou R$ 200 mil de gastos do Atlético-MG, o menor entre os componentes da Série A. Tais cifras representam uma queda abismal (redução de aproximadamente 98,5%) em comparação aos números do Galo no relatório anterior. Porém, o Atlético informa que o valor está com desinformação.

Os relatórios de intermediários da CBF sempre abordam abril de um ano a março do ano seguinte e engloba as operações dos clubes com os empresários cadastrados formalmente na entidade. Para o período entre abril/2019 e março/2020, de acordo com o novo relatório da CBF divulgado em 30 de junho, o Galo teria declarado apenas R$ 200 mil em pagamentos a empresários. Menos, por exemplo, que os R$ 250 mil do Nacional-SP e sem comparações com os R$ 40 milhões declarados pelo Flamengo (veja tabela abaixo).

O clube, em contato com a reportagem, afirmou entretanto que não foi enviado nenhum número da natureza de pagamentos a empresários que atuam como intermediários no período abordado no balanço. E que tal processo ainda será fechado pela agremiação.

No documento publicado em 2019 (que compreende abril de 2018 a março de 2019), o Atlético declarou ter repassado R$ 14.227.913,80 aos agentes, em diversas operações que envolveram compra, empréstimo e renovação de contratos.

O “relatório de intermediários” da CBF é publicado desde 2017, em consonância com regras da Fifa e da própria entidade. Os números consolidados de valores declarados são retirados através do “sistema de registros da CBF (Gestão Web), a partir das informações fornecidas pelos clubes no momento em que o respectivo contrato de trabalho do atleta ou técnico é registrado no sistema, sendo complementados por informações disponibilizadas pelos intermediários e pelo FIFA TMS”, diz o documento.

Além dos gastos com os intermediários, o relatório também apresenta todas as operações individuais nas quais os agentes registrados tiveram participação. Entre abril de 2019 e março de 2020, o sistema da CBF identificou 63 operações do Atlético-MG, envolvendo alguns nomes relevantes, como a contratação do técnico Jorge Sampaoli, do atacante Diego Tardelli e do goleiro Rafael (ambos livres no mercado), além de Allan, Hyoran, Dylan Borrero, Marquinhos e Nathan.

A lista contempla apenas as transações registradas e com intermediários cadastrados na CBF – condição obrigatória para receberem bonificação pelos negócios. Negociações que envolvam pagamento a intermediários fora do sistema da CBF são proibidas e passíveis de punição.

Segundo explicação da CBF, no relatório, o montante da remuneração do clube corresponde apenas ao valor declarado. Valores não declarados não estão contemplados. Além disso, o valor total pode não ter sido quitado ainda integralmente pelos clubes.

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Amazonia 03 de Junho