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terça-feira, 24 novembro, 2020
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Com sonho de ser atleta, menina de 10 anos viraliza em desabafo sobre bullying por jogar futebol

Por GLOBOESPORTE.COM

“Eu quero ser jogadora. E o que eu quiser ser, eu vou ser.” Larissa Silva, mais conhecida como Lari gol, tem apenas dez anos de idade, mas a firmeza na voz de quem sabe o que quer do futuro. Natural do Vasco da Gama, bairro localizado na Zona Norte do Recife, em Pernambuco, a menina chamou a atenção depois de viralizar nas redes sociais com um vídeo em que exige respeito e denuncia o preconceito sofrido por conta de sua habilidade com o futebol.

“Vou falar um negócio sério para vocês que está acontecendo comigo. De o povo dizer que eu sou homem, que pareço homem, que tenho dente quebrado. Estou com aparelho e vou ajeitar. Não é ninguém que paga meu dentista, nem meus treinos para eu treinar. Não gosto de short curto, não gosto de dançar, como as meninas gostam, e nem por isso quer dizer que eu sou homem. Eu sou mulher.”

A história começou no último sábado, conta a mãe da atleta, Patrícia Araújo, que se surpreendeu com a iniciativa da filha.

– Tem um campinho que ela sempre desceu para jogar com os meninos. Ela tem amiguinhas, mas o negócio dela é jogar bola. Foi nesse sábado que ela sofreu mais um preconceito, chamando ela de mulher-homem. Ela subiu para casa chorando, se trancou no meu quarto e fez esse vídeo. Eu não esperava, porque ela é uma menina muito tímida. Não é muito de falar.

No vídeo, a menina conta que o choro, no final das contas, era de raiva. É assim que ela reforça o sonho de seguir a carreira como jogadora de futebol.

“Você vai estar me vendo na televisão. Eu quero ser jogadora e o que eu quiser ser, eu vou ser. Gosto de usar roupa assim, minha mãe deixou e eu vou usar. É o meu gosto, não é o de vocês. Eu subi em casa chorando, mas não era de tristeza, era de raiva. Não vou desistir”.

– Eu tinha vergonha, agora nesse vídeo eu não tenho não. Me respeita. Eu trato os outros bem, quero ser tratada bem. Eu sei que vou sofrer muito pela frente. Mas vou deixar claro aqui: eu sou mulher, pode falar o que quiser.

Larissa começou no futebol aos sete anos de idade, em uma escolinha de futebol próximo ao bairro onde mora. Mas desde aquele período, conta Patrícia, como costuma ser a tônica no esporte para as mulheres, ela era a única em meio aos meninos. Porque não haviam outras para dividir a rotina de jogadora com ela.

Foi apenas no ano passado, na escolinha com a professora Fabya Santos, que ela passou a dividir o campo com outras meninas. Ela coordena um projeto na Zona Norte do Recife, em que Larissa treina em meio a cerca de 15 meninas dos 10 aos 15 anos de idade.

“Eu fui uma Larissa e continuo sendo, como mulher no meio do futebol. Falei com a família dela e pensamos vamos viralizar esse vídeo, com a ideia de repente chegar em algumas jogadoras profissionais e a gente conseguir algo positivo.”



Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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