38.2 C
Lucas do Rio Verde
quinta-feira, 22 outubro, 2020
Início ECONOMIA Mercado financeiro prevê queda do PIB de 6,54% este ano

Mercado financeiro prevê queda do PIB de 6,54% este ano

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil - Brasília

 

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 6,50% para 6,54%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há cinco semanas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 1,61% para 1,63%.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – também não teve alterações: 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Na semana passada, a previsão era 2,25% ao ano.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.



© CenárioMThttps://www.cenariomt.com.br
CenárioMT - Publicamos notícias diariamente no portal!
- Publicidade -

Últimas

Seduc se posiciona sobre reforma de escola estadual de Rondonópolis

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc), por meio de ofício n.º 3.110/2020, se posicionou sobre o requerimento n°. 254/2020, em que...

Ulysses Moraes quer mais informações sobre os atendimentos no Hospital Regional de Rondonópolis

O deputado Ulysses Moraes (PSL) fez um requerimento de informações à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) para saber os detalhes...

PRF realiza doação de viaturas em Mato Grosso

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou a doação de 12 (doze) veículos que foram classificados como inservíveis para instituição. Foram doados automóveis, caminhonetes, minivan...

Deputados aprovam PLC que prorroga auxílio para profissionais da saúde de MT

Reunidos em sessão ordinária nesta quarta-feira (21), os deputados estaduais de Mato Grosso aprovaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 59/2020 ,...