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quarta-feira, 22 setembro, 2021
InícioCENÁRIO POLÍTICODIRETO DE BRASÍLIAPresidente da CAE rebate críticas de Paulo Guedes ao Senado

Presidente da CAE rebate críticas de Paulo Guedes ao Senado

Otto Alencar é o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos; os integrantes da CAE também aprovaram pedido pela rejeição de medida provisória editada pelo governo nesta terça
Por CenárioMT com inf. Agência Senado

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Otto Alencar (PSD-BA), rebateu as críticas feitas recentemente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Senado e à Instituição Fiscal Independente (IFI). O parlamentar ressaltou que os senadores têm votado as propostas mais relevantes ao país, mesmo em sistema remoto ou semipresencial. Otto afirmou que, ao contrário do que Guedes disse, o Senado nunca produziu “bombas” e nem aprovou proposta que pudesse prejudicar as finanças do governo. Para ele, o ministro deveria mesmo é tomar uma posição para resolver as questões principais da fragilidade fiscal do Brasil. 

 O ministro não tem nenhuma razão de estar se dirigindo ao Senado Federal dessa forma, sobretudo quando o Instituto Fiscal Independente, que, por ser independente, opina de acordo com as suas atribuições e funciona aqui como consultoria de todos nós […]. Querer colocar na conta do Senado Federal, dizendo que o Senado fez pauta-bomba? Absolutamente, eu rejeito isso — afirmou. 


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Ainda de acordo com o senador, a beligerância do governo Bolsonaro, em seus dois anos e oito meses, com os outros poderes da República é que tem atrapalhado a economia do país. Otto disse também que a CAE não vai se afastar de uma coordenação fiscal responsável, para não aumentar despesas que não sejam mais suportadas pelo Brasil. 

Lobbies

Para o senador Jean Paul Prates (PT-RN), o governo entrou no clima do “tudo ou nada” para jogar a sociedade contra as instituições democráticas, tendo aberto mão do diálogo.

 O governo não conversa com ninguém. Essa é que é a verdade. Há muito tempo, nós temos essa reclamação aqui. Simplesmente apresenta projetos, concebe ou recebe de lobbiesnos envia por medida provisória e quer celeridade.  E, quando passam pela Câmara, dominada pelo Centrão, o projetos são terrivelmente piorados! Os projetos já são ruins e não dialogam com governadores, empresários, trabalhadores, sindicados e sociedade em geral  avaliou. 

Ferrovias

Durante a reunião da CAE, alguns senadores reclamaram da edição da Medida Provisória (MP) 1.065/2021 para reorganizar o sistema ferroviário brasileiro. Isso porque já tramita no Senado uma proposta (PLS 261/2018), do senador licenciado José Serra (PSDB-SP), pronta para ser votada em Plenário sobre o tema. O projeto chegou a ser discutido há duas semanas com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). A relatoria é de Jean Paul Prates, que explicou o longo caminho de discussões e aperfeiçoamentos pelo qual passou o projeto. De acordo com o senador, há consenso em torno do texto do Senado.


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Para o senador Otto Alencar, a edição da MP faz parte de uma estratégia do governo para que temas considerados relevantes comecem e terminem a tramitação na Câmara. 

— Porque na Câmara, a maioria reza a cartilha do governo. É isso que está ocorrendo no Parlamento brasileiro. Tem sido assim, o governo chama o Centrão e quer aprovar de tal forma. Aprovou e acabou! — disse o presidente da CAE. 

Para o senador Jayme Campos (DEM-MT), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que também preside o Congresso Nacional, deveria devolver a medida provisória ao Executivo. 

Por sugestão do senador Wellington Fagundes (PL-MT), a CAE aprovou um requerimento ao presidente do Senado para que ele rejeite a MP.

BR do Mar

O primeiro item da pauta desta terça-feira da comissão, o PL 4.199/2020, que cria Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, foi retirado de pauta a pedido do relator Nelsinho Trad (PSD-MS). Ele informou estar na fase final de ajustes do texto. 

— Está quase pronto, 90% já estão devidamente construídos e pacificados. Estão faltando alguns detalhes, porque, no nosso entendimento, um projeto polêmico como esse precisa ter esses ajustes antes de ser votado — explicou. 

Com o pedido, o presidente Otto Alencar informou que o projeto retorna à pauta no dia 14 de setembro, primeira reunião após o feriado do dia 7. 

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