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domingo, 25 outubro, 2020
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Humberto Costa: Militarização do governo prejudica imagem das Forças Armadas

O senador disse que o envolvimento direto de militares na cena política desvirtua o papel constitucional das Forças Armadas
Por CenárioMT com inf. Agência Senado

Em pronunciamento nesta quarta-feira (15), o senador Humberto Costa (PT-PE) criticou a “militarização” que estaria ocorrendo no governo federal. Segundo ele, agentes das Forças Armadas estão ocupando cargos em todos os escalões do governo. O senador também disse que o envolvimento direto de militares na cena política brasileira traz “consequências negativas” para o país e desvirtua o papel constitucional das Forças Armadas.

— Basta lembrar o episódio anterior ao da eleição presidencial de 2018, em que um dos comandantes das Forças Armadas pressionou fortemente o Supremo Tribunal Federal para que não recebesse e aprovasse um recurso da defesa do ex-presidente Lula, que poderia torná-lo capaz de disputar as eleições presidenciais de 2018 — afirmou.

Humberto citou também a recente polêmica entre militares e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes: o ministro do STF teria dito que o Exército estaria se associando a um “genocídio” ao participar de ações ineficazes do governo federal para o enfrentamento da pandemia de coronavírus. O atual ministro da Saúde é o general Eduardo Pazuello. O senador também fez críticas à atuação desse ministro.

O parlamentar ressaltou que as Forças Armadas são instituições do Estado brasileiro, e não instituições de governos de plantão. Portanto, declarou ele, não devem ser partidarizadas. Acrescentou, ainda, que o presidente Jair Bolsonaro tenta transmitir a ideia de que seu governo conta com o apoio “incondicional” dos militares e tem “chantageado as instituições do Estado brasileiro e a própria sociedade brasileira, ameaçando várias vezes com um golpe militar que o torne ditador do Brasil”.

— Este décimo primeiro governo civil, depois da redemocratização, é aquele em que se tem a maior militarização desde a Constituição de 1988. O Ministério da Defesa busca agora ter algo em torno de 2% do Produto Interno Bruto do país no seu orçamento, o que é desproporcionalmente muito maior do que têm outras áreas tão relevantes quanto a área da defesa nacional. Há hoje 11 ministros que têm carreira originalmente militar, inclusive o ministro da Casa Civil. São quase três mil integrantes das Forças Armadas a ocupar diversos cargos comissionados neste governo. Esse cenário de vinculação à presidência de Jair Bolsonaro, no entanto, tem trazido prejuízos à imagem dessa instituição — declarou o senador.

Ao citar dados de uma recente pesquisa, Humberto Costa disse que 65% da população brasileira não desejam o envolvimento dos militares com os governos nem com a política, e acreditam que eles devem permanecer em seu papel constitucional. O senador acrescentou que, no momento, o grau de confiança das pessoas nas Forças Armadas é o menor desde a redemocratização.



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