Defesa diz que Janot só deve depor após obter mais detalhes de inquérito

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot só deve prestar depoimento à Polícia Federal após obter mais detalhes sobre as investigações contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). É o que afirma o advogado de Janot, Bruno Salles.

Nesta segunda-feira (30), o advogado pediu acesso ao inquérito que apura ofensas ao tribunal para saber o que motivou os mandados de busca e apreensão cumpridos na última sexta-feira (27) na casa e no escritório do ex-PGR.

Somente após ter acesso ao inquérito, a defesa marcará o depoimento de Janot à Polícia Federal. Na sexta, durante a ação policial, Janot preferiu não depor e se comprometeu a agendar o depoimento posteriormente.

“Só após deliberaremos quais medidas deverão ser adotadas”, afirmou o advogado de Janot. Após ter acesso aos dados do inquérito, a defesa poderá pedir, por exemplo, a devolução dos equipamentos de Janot e recorrer ao plenário do STF.

A operação foi autorizada pelo relator do inquérito, o ministro Alexandre de Moraes. O inquérito tramita em sigilo.

Além de autorizar buscas e apreensões na casa e no escritório do ex-PGR, Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Janot e o proibiu de entrar no Supremo e de se aproximar dos ministros do tribunal.

Moraes tomou as decisões um dia após a divulgação de entrevistas nas quais Janot afirma que, antes de deixar o cargo em 2017, foi armado ao STF com intenção de matar o ministro Gilmar Mendes.

Sobre as declarações dadas por Janot, a defesa afirma que não configuram crime. “Por ora, a única coisa que podemos dizer é que as declarações não configuram qualquer ilícito penal”, disse o advogado.

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