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sexta-feira, 07 maio, 2021
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CPI das Fake News: Nova dor de cabeça para Bolsonaro

Por CenárioMT - Gau Figueirêdo

Mesmo após aprovação realizada ontem, no Senado, da Reforma da Previdência e ter feito uma  declaração, em seu Twitter, que “ Essa vitória, que abre o caminho para nosso país decolar de vez, é de todos vocês! O Brasil é nosso! GRANDE DIA”, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) agora conta com uma nova dor de cabeça que lhe causa muita preocupação: a CPI das Fake News.

A Comissão Parlamentar de Inquérito ganhou recentemente forte dominação da oposição. Até o momento, 92 pedidos foram aprovados no colegiado desde o início do processo realizado em setembro. E destes, 85 tiveram como autor os parlamentares de partidos como o PDT, PSB e o PT.


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O único requerimento realizado por um parlamentar governista e que foi aceito é o que foi apresentado pelo senador Eduardo Gomes (MDB – TO) que é o novo líder do governo no senado federal. O senador já pediu uma audiência pública com especialistas e representantes das empresas de internet: Google, Facebook e Twitter.

A expectativa é que ainda hoje o colegiado realize a votação da convocação de assessores da presidência que são ligados ao vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro.

A comissão vai realizar investigações a respeito da disseminação de notícias falsas que foram divulgadas durante o período das eleições presidenciais realizadas no ano passado. Os adversários tentam usar a CPI para encontrar as irregularidades presentes na campanha que culminou na vitória de Jair Bolsonaro à presidência.

Em uma lista de pedidos aprovados encontra-se a convocação de representantes de empresas que prestaram serviços ao candidato do PSL como é o caso da AM4 Brasil. É bastante provável que a ofensiva de opositores ganhe força após o episódio de dispensa de Joice Hasselmann (PSL – SP), da liderança do governo no Congresso.


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A deputada federal declarou no início desta semana que existem ligações dos filhos de Bolsonaro com uma rede organizada para disseminar as Fake News com o intuito de atacar os adversários. As suas declarações foram dadas em uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite dessa segunda-feira, dia 21. E foram reafirmados à imprensa durante a terça-feira

Entre os pedidos que estão presentes na pauta da reunião marcada para hoje encontra-se a convocação de assessores da presidência da república: Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz, que são nomes ligados diretamente a Carlos, que comandou a estratégia de comunicação da campanha do pai no ano passado.

Este núcleo formado pelos três nomes da assessoria da presidência forma o que é conhecido nos bastidores de Brasília como o “gabinete do ódio” e que possui uma forte influência sobre o presidente.

De acordo com o integrante da comissão, o deputado federal Túlio Gadelha (PDT – PE), o tema das Fake News atinge diretamente o centro do governoIsso não vem da minha própria boca. Vem inclusive dos membros do PSL, como é o caso da deputada Joice Hasselmann”, afirmou o deputado.

O senador Rogério Carvalho (PT – CE) fez um convite para a deputada Joice ser ouvida na CPI. E o seu pedido também será analisado nesta quarta-feira pela comissão.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede – AP) entrou com um pedido de convocação ontem para que o vereador Carlos Bolsonaro dê explicações na CPI das Fake News a respeito das mensagens que foram enviadas durante a campanha presidencial do seu pai, o qual já assumiu que Carlos era o responsável pela área de comunicação nas redes sociais durante o período de campanha.

De acordo com o texto do requerimento de Randolfe “o vereador da cidade do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, foi o responsável pela estratégia e a operacionalização da campanha do seu pai nas redes sociais em 2018. E o próprio presidente da República admitiu que Carlos se destacou a frente das mídias sociais durante o período de campanha. Carlos Bolsonaro se licenciou do seu mandato de vereador para trabalhar em tempo integral para a campanha do seu pai”.

Cabe ao Senado aprovar o pedido usado pelo grupo de senadores para que o vereador Carlos Bolsonaro seja obrigado a prestar os esclarecimentos ao Congresso.

Ainda em seu requerimento Randolfe considera “É inegável que o fenômeno das Fake News teve grande influência e foi utilizado amplamente na campanha eleitoral de 2018 e ainda no atual governo. É preciso, agora, descobrir os responsáveis pela disseminação dessas notícias falsas, e entender o seu modus operandi”, concluiu o senador.

Glenn Greenwald

Quem comemorou sobre a convocação formal de Carlos Bolsonaro, foi o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, o fundador do site The Intercept Brasil. Ele retuitou a notícia e inseriu um GIF de um pavão, como menção a conta Pavão Misterioso, que pretende desmascarar em uma nova reportagem.

 

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