Ficar em casa dá nisso!

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Dá nisso! Mais um artigo. Eu sei! O artigo está deveras longo, perdoa-me e não desiste do texto.

Ah, neste texto eu falo sobre o filme ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, Santa Gemma (cadê a clara?), o Efeito Sanfona, universo paralelo e, o mais cabuloso de todos, o famigerado PET CHOPP.

Ficou curioso? Vamos trocar algumas ideias? Simbora!

Dois mil e 20 se assemelha a uma jogo de UNO, onde você grita UNO, achando que finalmente vencerá (pelo menos uma vez), e seu amigo (quem sabe o destino) manda um +4 (Corona), +4 (Gafanhotos), +4 (Ciclone Bomba em SC), +4 (dengue), +4 (Auxílio Emergencial em análise), +4 (Ansiedade), +4 (medo), +4 (Lockdown). Quando achei que era minha vez de brilhar, me bloquearam, tomei um Ø.

Este ano é tão ímpar que até o governo dos Estados Unidos já divulgou vídeos oficiais de OVNIS. Um laboratório, na China, identificou um novo vírus (mais 1) com potencial “pandêmico”. E, novamente na China, foi registrado um caso de Peste Bubônica (a histórica Peste Negra). E como se já não bastasse tudo isso, macacos invadiram um laboratório na Índia e roubaram sangue infectado com COVID-19 e fugiram.

Meus aliados e aliadas, este ano não está sendo para iniciantes.

Então, umas das primeiras coisas que gostaria de prosear, é em relação ao meu outro artigo.

O Coronga afeta a todas as pessoas, certo? Eu não sei, mas acredito que as coisas não são bem assim, por exemplo se você pesquisar o número de casos de Coronga em Palau, Vanuatu Tuvalu ou Coréia do Norte, verá que não há registros de vírus por lá! Então seria complicado falar em impacto do Coronga para o povo dessas localidades.

Mas, antes de opinar, é importante pontuar que, senão todas as pessoas, muitas estão sofrendo mais ou menos, em razão da pandemia. Seja pela ansiedade, medo, preocupação, finanças, (des)emprego, doenças entre outras coisas.

Pois bem, mas há algumas pessoas que estão sendo atingidas de maneira mais incisiva, e o PNAD-COVID19 do IBGE jogou luz sobre quem são elas.

Fazendo um auto plágio a mim mesmo.

Quando eu disse em outro artigo (publicado neste mesmo portal) que o COVID-19 não era o real problema, mas sim outro. Foi justamente o que a pesquisa IBGE veio comigo concordar (pequenos prazeres da vida, meus queridos, estar certo em alguma coisa).

Eu havia perguntado: com uma melhor distribuição de renda, quantas mortes poderiam ter sido evitadas? Teríamos mais ou menos coronavírus?

E apontei que a distribuição de renda pífia que temos, foi uma das principais precursoras desse cenário atual.

E o que a pesquisa do IBGE fala?

Que os brasileiros mais afetados pela pandemia são pretos, pardos, pobres e sem estudo. Além disso, 70% das pessoas que apresentaram sintomas no mês de maio são pretos ou pardos. 50% não possuem instrução. Dos trabalhadores brancos, 16% foram afastados, já em relação aos pretos e pardos esse número é de 20% (fonte: IBGE e FOLHA). Há mais chances de um jovem pobre pegar o Coronga que um idoso rico.

Então, a desigualdade na destruição de renda afeta principalmente quais pessoas?

Enfim, seguimos em frente.

Nessa quarentena já me falaram que tantas coisas serviam para curar o Coronga. Inclusive fiquei sabendo que o presidente de Madagascar está exportando uma suposta bebida milagrosa que curaria do COVID (lembrei do Rei Julian).

Enfim, antes que eu fale do perigo dessas notícias, eu preciso saber: vocês já assistiram ao filme ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’?

Mas Fernando, o que uma coisa tem a ver com outra? Calma lá apressadinho (a)! Pega a visão.

No filme que citei, o protagonista nasce idoso e com o passar dos dias (ALERTA DE SPOILER), ele vai rejuvenescendo (com produtos Ivone), e ao final do filme ele se torna um bebê.

E sabe onde isso seria possível? No universo paralelo que “a NASA descobriu”. Neste universo o tempo corre ao contrário (imagina que louco! Eu fico pensando os peixes nadando em marcha ré). Você não viu isso, vale a pena dar uma pesquisada sobre a notícia.

Uma descoberta como essa merece relevância mundial! Um lugar onde você se despede de alguém dizendo: te vejo ontem!

E sabe o motivo dessa notícia não ser divulgada a torto e à direita por aí? Pois é necessário que mais pesquisas sejam feitas, mais dados sejam coletados, mais testes e outras coisas. Vale dizer, a teoria do universo ao contrário não se sustentou…

Está caminhando comigo? Pega esse exemplo e dá um CTRL+C e um CTRL+V nas dicas de remédios compartilhados nos grupos de família. Reflita comigo.

Estamos no meio de uma pandemia mundial e nenhuma grande mídia ou associação de médicos comprovou e divulgou possível eficácia de um determinado medicamento. Mas, no seu grupo familiar, a Santa Gemma (padroeira dos farmacêuticos) fez uma visita e trouxe uma revelação (Divina!) do que vai resolver o problema, mas só vocês, os escolhidos, os privilegiados.

Uma outra questão muito importante que se levantou durante a pandemia, são as aulas presenciais, sejam aulas do ensino fundamental, médio ou superior, que, acertadamente, foram suspensas para evitar aglomeração e propagação do Coronga.  Porém, a educação não pode parar!

Desta maneira, é preciso ser criativo e desenvolver mecanismos e ferramentas para tornar o ensino viável.

A ideia que se mostrou mais interessante é o Ensino A Distância, famoso EAD (E Agora, Deus?!).

A ideia é boa? Bom, para o cenário atual, ‘é o que temos para hoje’. Devo, antes de continuar, fazer aqui um pequeno apontamento (creio que seja mais um desapontamento…).

Diferentemente das instituições de ensino superior criadas na filosofia do EAD, ou seja, à distância por natureza, onde já se desenvolveram uma ‘expertise’ em relação a plataformas, à didática, ao material e aos professores, o nosso ensino público não tem uma cultura, um relacionamento, um ‘chamego de um pelo outro’.  Principalmente quando se fala em professores. Nem todos os professores do Ensino Público nasceram para serem EAD. Então, temos, de um lado, uma metodologia de ensino que não é nova, tendo que ser explorada por alguém que não manja muito disso (a estrutura de ensino público) e por pessoal que não tem, creio que em sua maioria, proximidade com este formato de ensinar (para você, meu parceiro(a) leitor(a), já pensou aquele(a) professor(a) em que a aula demora 84 anos para passar? Imagina na tela do seu PC).

Superada a questão de qual medida adotar em relação à paralisação das aulas presenciais, outras tantas surgem, igual boleto no final do mês.

Mas acredito que uma, dentre as maiores questões a ser vencida neste momento, é o acesso à internet pelos alunos.

Havemos de concordar, já é complicado fazer uma chamada no whats (de vídeo ou só de áudio) e do nada “Reconectando”, ou estar jogando Free Fire e o ping subir (sim, este artigo fala com todos os públicos). Ou o filme da Netflix que trava (e você lembra que que tinha um filme passando na TV).

Enfim, encontrar uma resposta, neste caso do Ensino à Distância, não significa necessariamente que ela será realizável. Ter internet, não significa ter acesso de qualidade. Ter internet não significa que você tenha um pacote de dados suficiente. Imagina estar em uma aula ou realizando uma atividade online e receber uma mensagem da operadora dizendo: “Você consumiu 80% da sua franquia de internet.”

Pois bem, eu tenho uma ideia para amenizar o problema e vou comentar.

As operadoras que ofertam internet poderiam subsidiar o acesso aos portais destinados à educação online.

SIMPLES ASSIM. Sem gastar franquia de internet.

Mas Fernando, falaram que isso de demanda Money!? Como cantava os Mamonas: ‘Money, que é good nois num have (heavy), se nois havasse nois num ‘tava aqui questionando isso’.

Também já pensei nisso, e a primeira solução não vem do governo. Vem das próprias empresas. Senão vejamos.

A VIVO (VIVT4 e VIVT3, quem investe sabe do que estou falando) lucrou, nos últimos 12 meses, 4.812,33 M (ou 4,8 BILHÕES). A TIM (TIMP3, TIMP4) lucrou, nos últimos 12 meses, 3.663,93 M (3,6 BILHÕES). Sabe a OI (OIBR3 e OIBR4)? Então, sabe quanto ela lucrou nos últimos 12 meses? Então né, melhor deixar quieto, está em recuperação judicial e tomou prejuízo.

Como eu sei dessas informações? Cada uma delas é listada em Bolsa de Valores e disponibilizam uma página para Relações com Investidor (RI), com relatórios financeiros.

Logo, eu acredito que dinheiro não falte para subsidiar esta iniciativa, talvez vontade(?).

Mas, caso seja imprescindível um incremento, agora vem a minha segunda ideia: com a “economia” das escolas fechadas (contas de energia, água e suprimentos devem ter caído), criar um fundo com os entes federativos (União, estados, municípios e DF), para endossar essa empreitada.

Mas isso é uma conversa, né?! Posso estar cometendo um grave erro pensando assim, do tipo ‘acreditar que aquela borracha que tinha duas cores, a parte azul apagaria palavras escritas com caneta’.

Prepare-se, pois irei mudar o assunto repentinamente, mas me mantendo dentro do tema do Coronga.

Uma das piores sensações que uma criança pode sentir é o sentimento de ter se perdido dos seus pais dentro do supermercado. Ficar zanzando pelos corredores levando o carrinho, olhando pessoa por pessoa até encontrar seus pais, isso deve ser bem desesperador.

É tudo muito grande, é muita gente. Agora imagine alguém perdido dentro de um local capaz de abrigar 30 mil pessoas apenas dentro de prédio. E seu recorde de visitantes simultâneos foi de 245 023 pessoas.

Outra: na Alemanha, sabe-se que o paciente QUATRO transmitiu o COVID-19 para o paciente CINCO através do compartilhamento do SALEIRO (fonte: portal de notícias EL PAÍS).

Ademais foi publicado na Revista NATURE MEDICINE, um estudo sobre a eficácia das máscaras. Informando que elas podem diminuir o risco de transmissão do Coronga (fonte: UOL apud NATURE MEDICINE).

Seguimos o baile, e o presidente sanciona uma nova lei com vetos (Lei 14.019, de 2020), e tais vetos acertam justamente em pontos que tratavam da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais como: estabelecimentos comerciais, industriais, comerciais, escolares, templos e igrejas (fonte: SENADO NOTÍCIAS e PLANALTO).

Convém acrescentar, há lugares em que já se projeta uma 2ª onda. Por exemplo, o governo de SP já pensa nisso (fonte: SAÚDE ESTADÃO), sem mesmo ter saído da primeira, segundo médicos. E até a Alemanha passa por algo parecido. E existe uma preocupação com um novo surto de Coronga em Pequim – China (fonte: NOTÍCIAS R7).

Eu fiquei pensando aqui com os meus dezoitos neurônios e cheguei à conclusão de que isso seria uma espécie de Efeito Sanfona. Quando achamos que a situação está sob controle, e podemos relaxar, eis que só está tomando fôlego para uma nova nota.

Finalmente, eu posso fazer um apanhado de tudo o que disse nos últimos parágrafos e fica assim, me acompanhe.

Imagine que digam que a situação está sendo controlada e liberam o funcionamento de templos e igrejas. E nestes templos igrejas, que são capazes de abrigar entre 2 e 30 mil pessoas ao mesmo tempo, os visitantes vão e voltam e, infelizmente, um desses visitantes está Corongado. E o Coronga, neste cenário, começa a circular igual a uma ‘criança perdida no supermercado’. E ela pode transitar por vários corredores. Um desses corredores são os objetos (lembra do saleiro?), mas é possível “dificultar” esse corredor com álcool em gel 70%. Entretanto ainda existe o corredor das tosses e espirros, que poderia ser “fechado” com as máscaras. Porém vem alguém e desobriga a obrigação de se usá-la.

Eu não sei vocês, mas nessas horas, eu penso em uma das frases icônicas do Capitão Nascimento: Já avisei que isso… (fonte: TROPA DE ELITE I).

Ah, fiz o download do Tio do Jackie Chan para dizer: mais uma coisa.

Surge aqui um novo paradoxo (eu chamo de Paradoxo 19): “onde há aglomeração de pessoas, eu estarei no meio deles” (Covid,20,19). Mais do que isso, a noção do que é proibido é mais gostoso, parece que aflorou de uma maneira absurda. Não se pode ver uma aglomeração, que muitos já querem comparecer! Aniversário, churrasco, resenhas, barzinho.

Parça, o bagulho é tão louco que fecharam um bar DISFARÇADO de PET SHOP em Petrópolis – RJ. Mano, imagina que louco um “PET CHOPP – banho, tosa e litrão”.

E no Leblon – RJ? E no Leblon, meus consagradxs? O pessoal nos bares, sem mascará (agora tem veto em lei, não é mesmo?!), aglomerados como se não houvesse amanhã (nem Deus há de deixar, mas corre-se o risco de se infectar e não ter amanhã, literalmente).

Esse é Paradoxo 19, o paradoxo da ‘formiga no corpo’, que não deixa algumas pessoas ficarem quarentenadas em casa, saindo apenas quando necessário.

Então Fernando, você já falou de tantas coisas, aonde quer chegar?

Quero chegar no seguinte: mesmo existindo pessoas que furam a quarentena, existem muito mais pessoas que cuidam de si mesmas e, com isso, cuidam do próximo. Que mesmo em situações difíceis, mas entre razões e emoções, existem alternativas, é ficar em casa sempre que possível. Existem problemas, existem! Mas estamos encontrando soluções (como a ideia que joguei aqui), e, com a licença de Geraldo Vandré, vamos caminhando e cantando e seguindo a canção.

Com cautela, vamos vencer, juntos! Não sei quando, mas venceremos. Aquela história, né?! Nem todos os heróis usam capa, espera a vacina sair e o Zé Gotinha aparecer. Vamos dar um FINISH HIM (fonte: MORTAL KOMBAT) nesse Coronga.

Além de tudo isso, preciso compartilhar uma notícia boa (que tem em tempos difíceis aquecem nosso coração). Uma pesquisa brasileira (agora a NASA vem) aponta o primeiro medicamento com possibilidade de eliminar o HIV. Uma pesquisa BRASILEIRA (nada a ver com o tempo do artigo, mas fala sério, que notícia massa!) (fonte: G1 – BEM ESTAR).

Em uma guerra há quem lutou e há também aqueles que passaram por ela sem ter lutado. Assim, existem soldados que venceram lutando, na linha de frente, e civis que venceram/passaram em suas casas. Há soldados que perderam a guerra lutando e pessoas que perderam a guerra fazendo nada.

Nessa ideia, sem discutir quem estava certo ou não, mas utilizando em nossa realidade. Existem aqueles, que vão vencer a guerra contra o corona na linha de frente, aqueles que vão vencer a guerra seguindo as orientações, aqueles que perderão a guerra na linha de frente, aqueles que perderão a guerra por fatalidades do destino, e, por último, aqueles que perderão a guerra por serem irresponsáveis para consigo mesmos ou para com o próximo.

A vida é sopro, mas cuidado com os espirros – usem máscaras.

Ah, e antes que eu vá, permita-me fazer uma última analogia: quem sabe uma das 36 cartas que o seu amigo, o destino, te fez comprar é um 0, e este ZERO te dá a oportunidade de trocar as cartas com ele e, assim, vencer o jogo.

Gratidão a todxs por chegarem até aqui, menos para alguns que furam a quarentena sem necessitar.

Leia também: Previsões para o horóscopo do dia de hoje (14/08/2020)


Amazonia 03 de Junho