O desmatamento da Amazônia caiu 28% em outubro de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. Segundo o novo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o bioma perdeu, no mês passado, 187 km² — em outubro de 2017, foram 261 km².

As áreas mais atingidas na Amazônia foram assentamentos (52%), seguidas por áreas privadas ou sob diversos estágios de posse (37%), unidades de conservação (8%) e terras indígenas (3%). O Pará foi o estado que registrou maior devastação (60% do total), seguido por Mato Grosso (12%), Rondônia (9%), Acre (8%), Amazonas (6%) e Roraima (5%).


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Coordenador do Programa de Monitoramento de Imazon, Carlos Souza alerta que, somando os três primeiros meses do calendário do desmatamento (agosto, setembro e outubro), a área desmatada equivale a 1.176 km², um aumento de 72% em relação ao mesmo período do calendário anterior.

“O desmatamento foi muito elevado em agosto e setembro deste ano, por razões que ainda não sabemos explicar. Então, os índices vistos em outubro são uma boa notícia, mas o sinal de alerta ainda está ligado”, assinala o pesquisador.

“Vinte por cento do território amazônico já foi convertido em áreas urbanas ou de agropecuária. Então, não devemos mais perder território. Precisamos de uma economia baseada em recursos florestais, regulada por leis rigorosas e políticas de recuperação de áreas improdutivas”, disse Carlos Souza.