Infectado relata morte de outro paciente: ‘Chamava a família’

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(Foto: Reprodução: Facebook )

Com a pandemia do coronavírus, quem passa pelos hospitais vê cenas de partir o coração. É o que conta o diretor de uma empresa de software e marketing e pai de dois filhos Craig Farley Jones, 43. Diagnosticado com Covid-19, ele passou seis dias em um hospital no Reino Unido. Nesse período, sua memória ficou marcada pelo momento desesperador de ver um paciente morrendo, devido a complicações pelo coronavírus. Craig fez um relato dessa situação em suas redes sociais, com intuito de alertar as pessoas sobre o perigo da doença e reforçando a necessidade de ficarem em casa.

 

“No hospital, as pessoas estavam à beira da morte. No entanto, um homem que estava na cama à minha frente, com entre 65 e 70 anos, parecia bem. Relaxado, ele conversava com as pessoas. Mais tarde, o quadro mudou. Ele começou a lutar para respirar e entrou em pânico. Chamei as enfermeiras, mas elas não conseguiram acalmá-lo”, relata Craig, segundo informações do Daily Mail.

 

De acordo com o diretor, como o quadro do paciente piorou muito, a equipe médica decidiu chamar a sua família, pois já desconfiavam que seria a última noite dele no hospital. “Ele estava gritando, chamava sua família, várias vezes, enquanto lutava para respirar.”, disse Craig. Logo, os filhos do paciente chegaram ao hospital e conseguiram se despedir. “Eu fiquei ouvindo os gritos, de repente parou e ele se foi”.

 


Segundo Craig, as pessoas ainda não entenderam o quanto a COVID-19 é dolorosa, tanto para a saúde física como para a mental. “As pessoas precisam saber que quando você entra no hospital com coronavírus, tudo o que os médicos podem fazer é tratar os sintomas. Eles não podem eliminar o vírus. Então, você tem que lutar sozinho ou se afundar. Por favor, fique em casa”.


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Como trabalha como diretor em uma empresa de software e marketing, Craig disse que viaja muito e pode ter sido em uma dessas viagens que tenha sido infectado. Logo que sentiu os sintomas da Covid-19, como febre, náusea e perda de olfato, ele foi levado ao hospital. Lá, os médicos descobriram que sua doença tinha se espalhado pelos pulmões, causando pneumonia. O pai de Pippa,1, e Ruby, 8, foi medicado com antibióticos e vem se recuperando. “Eu não conseguia respirar. Era como se fosse um sentimento de claustrofobia e pânico. Mesmo quando estava me sentindo melhor, devido à alta, ainda tinha dúvidas se iria melhorar. Quando você acorda sem fôlego, entrando em pânico e tentando o seu melhor para respirar mais, você não entende por que os enfermeiros não podem mais fazer nada para ajudá-lo”, diz.



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