EUA vão dificultar vistos para mulheres grávidas, para barrar ‘turismo de nascimento’

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Foto: Rodrigo Vianna / G1

Os Estados Unidos passarão a negar visto para mulheres grávidas, se as autoridades consulares entenderem que a intenção delas é viajar para que seus filhos nasçam no país e, assim, obtenham a cidadania americana.

O endurecimento de regras para a concessão do documento foi anunciado nesta quinta-feira (23) pelo Departamento de Estado americano, a fim de restringir o chamado “turismo de nascimento”. Ele vale para pedidos de visto do tipo B, usado por turistas.

A partir desta sexta (24), oficiais poderão cobrar mais detalhes da viagem e, caso a gestante informe que o motivo é buscar tratamento médico, ela terá de comprovar que o atendimento está marcado e que tem dinheiro suficiente para custeá-lo.

Se o agente acreditar que as respostas dadas pela gestante durante a entrevista não forem confiáveis, poderá negar o documento.


“Essa mudança é necessária para melhorar a segurança pública, a segurança nacional e a integridade do sistema de imigração. (…) E defenderá os contribuintes americanos, evitando que seus dólares suados sejam desviados para financiar os custos diretos do turismo de nascimento”, disse a Casa Branca, em comunicado.

O texto ainda diz que “a indústria do turismo de nascimento ameaça sobrecarregar valiosos recursos hospitalares e está repleta de atividades criminosas, como refletido em processos federais. O fechamento dessa brecha na imigração combaterá esses abusos endêmicos, e em última análise, protegerá os Estos Unidos”.


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Em outubro de 2018, o presidente Donald Trump já havia dito que estava em seus planos acabar por decreto com a cidadania por nascimento nos Estados Unidos. Em entrevista ao site americano Axios, ele chegou a dizer que estava trabalhando para colocar um fim nesse tipo de cidadania, um princípio vigente há 150 anos que diz que qualquer pessoa nascida em solo americano é cidadã do país.



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