Plantio da soja inicia em ritmo lento em Lucas do Rio Verde

Produtores aguardam chuvas regulares e melhores preços para a oleaginosa

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Com aproximadamente 240 mil hectares disponível para o plantio, a safra 2019/2020 iniciou em ritmo desacelerado em Lucas do Rio Verde-MT, tendo como principal motivo o tempo, tendo em vista que as chuvas ainda estão irregulares e não apresentam condições favoráveis.

Os produtores estão cautelosos e aguardam que o solo fique com umidade suficiente para a boa germinação das sementes. As previsões são que as condições meteorológicas favoráveis aconteçam a partir do dia 15 de novembro.

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De acordo com o presidente do Sindicato Rural, Isaac Fraga Lira, alguns produtores luverdenses fizeram o plantio em áreas pontuais, com auxílio de sistema de irrigação (pivô).

 


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Antonio Isaac Fraga Lira

“Já tivemos algumas chuvas, que infelizmente não foram geral. Alguns produtores iniciaram o plantio mais uma boa parte ainda não conseguiu plantar. As perspectivas ainda não são muito boas sobre o clima, com previsões bem ruins ainda. Os produtores estão apreensivos, pois se não vier chuva vai prejudicar a safra”, frisou Lira.

Havendo atraso no plantio da soja, os produtores poderão perder a janela ideal para o plantio do milho safrinha e também do algodão.

CUSTOS

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde Isaac Fraga Lira, essa seja talvez, a safra mais cara dos últimos anos para o produtor.

O agricultor deverá ter gasto de aproximadamente 50 sacas de soja para produzir um hectare. Para quem arrenda área, o custo para produzir empata com a rentabilidade.

A média de produtividade em Mato Grosso é 52/55 sacas por hectare.

A esperança dos agricultores é que o preço da saca de 60 kg da oleaginosa suba na Bolsa de Valores. O ideal, de acordo com Lira é que o preço chegue a US$ 10,00 por bushel.

Nesta quinta-feira (03), os preços da soja na Bolsa de Chicago tiveram novas altas, motivadas pelas notícias de demanda da China por soja norte-americana.

As cotações registravam ganhos de 1,75 a 3,25 pontos nos principais contratos. Dessa forma, o novembro tinha US$ 9,17 e o maio/20, US$ 9,50 por bushel.