Nos primeiros oito dias do mês de setembro foram registrados 4.935focos de queimadas no bioma Amazônia, de acordo com o sistema de monitoramento de focos ativos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O dado mais recente do Programa Queimadas é do domingo (8). O sistema tem atualização diária.

O número representa uma queda de 61% em relação ao mesmo período no ano anterior, quando foram registrados 12.831 focos nos primeiros 8 dias de setembro do ano passado. Nos dados acumulados do ano, há alta.


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Especialistas alertam que a análise de dados em períodos curtos pode ser afetada pela presença de nuvens de chuva, já que o tempo encoberto poderia “camuflar” algum foco de queimada. Na análise mais extensa, o satélite passaria mais vezes pelo mesmo ponto com condições meteorológicas diferentes, o que minimizaria a interferência. As fumaças de queimadas não interferem na leitura dos dados.

Na comparação de 8 agosto a 8 de setembro de 2019 foram 29.730focos no bioma Amazônia contra 22.199 focos no mesmo período em 2018 – alta de 34%.

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De 1º de janeiro até o dia 8 de setembro de 2019, o bioma Amazônia acumula 51.760 focos de queimadas. No mesmo período do ano anterior, foram 34.995 focos, aumento de 48%.

Queimadas no Brasil

Considerando todo o território nacional, o mês de setembro de 2019 começou com menos focos ativos do que setembro de 2018.

De 1º a 8 de setembro, são 12.285 focos de queimadas em 2019, ante 17.705 nos mesmos dias de 2018 – queda de 31%.

No comparativo de 8 de agosto a 8 de setembro de 2019 foram 54.568focos de incêndio em todo o Brasil, contra 37.574 no mesmo período de 2018 – alta de 45%.

No acumulado do ano, de 1º janeiro até 8 de setembro de 2019, o sistema registra 102.784 focos no Brasil, o que representa um aumento de 45% ante os 70.631 focos observados no mesmo período de 2018.

Média de setembro na Amazônia

A média mensal dos últimos anos para setembro no bioma Amazônia é 33.426 focos. O recorde para o mês foi atingido em 2007, quando o índice chegou a 73.141 focos.

Desde o início da série de monitoramento, em 1998, em quase todos os anos o número total de focos no mês de setembro é maior do que o de agosto – dos últimos 21 anos, somente em 5 deles o mês de setembro teve menos focos do que agosto.

A temporada de queimadas na Amazônia geralmente se estende durante todo o período de clima mais seco na região, que costuma ir de julho a outubro, mas pode variar de estado para estado.





-Patrocinador-