O vazio sanitário da soja em Mato Grosso deve acabar no próximo dia 15 de setembro. Por conta das previsões climáticas, o plantio deverá acontecer mais tarde, pois não haverá condições favoráveis de chuva para a semeadura. Especialistas alegam, portanto, que a regularidade de chuva favorável para o plantio, aconteça somente a partir de outubro, mas ainda em condições para cautela por parte dos produtores.

Pesquisador da Fundação MT, Fábio Ono, comentou durante entrevista ao canal Notícias Agrícolas, que em novembro as precipitações devem estabilizar.


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Confirmando o atraso no plantio da soja, poderá haver problemas de produtividade para a segunda safra de milho, tendo em vista que o cereal em Mato Grosso, não estaria sendo plantado na janela ideal para seu desenvolvimento, ao contrário da atual safra, onde as chuvas foram regulares em setembro de 2018 e o plantio da soja aconteceu, também na janela ideal.

Em Lucas do Rio Verde a situação não é diferente, aonde os produtores, após o vazio sanitário, aguardam as condições de chuvas para colocar as plantadeiras em campo.
A Fundação Rio Verde de Pesquisas está acompanhando os preparativos para o início da próxima safra.

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“Nós temos observado nos últimos indicativos de previsões climáticas é que teremos um ano que pode postergar o início das chuvas. Nós orientamos aos nossos produtores a aguardarem o vazio sanitário, pois a partir de então, teremos previsões mais certas, pois estará mais próxima ao acontecimento (inicio da semeadura) e em cima disso vamos ter uma projeção, uma ideia de como vai ser o planejamento do plantio”, comento o Diretor Executivo da Fundação Rio Verde, Engenheiro Agrônomo, Rodrigo Pasqualli.

“Recomendamos que o agricultor tenha uma leitura mais avançada do clima, observar o que vai acontecer e plantar dentro da certeza de que vai ter uma germinação boa e conseguir conduzir sua lavoura da melhor forma”, salientou.

Fazer a análise de germinação das sementes, aliada a umidade mínima no solo que de condições de plantio, são estratégias para o bom inicio de plantio, garantido possíveis perdas.

O mês de setembro começou com a umidade relativa do ar bem abaixo em relação há anos anterior. De acordo com Rodrigo Pasqualli, para o vazio sanitário é favorável, pois com menos umidade no ar, o ambiente fica menos favorável para a sobrevivência de pragas e doenças.

“Dessa forma, temos um vazio sanitário mais efetivo com menos complicações para a próxima safra. Claro, temos mais riscos de queimadas e de desconforto para a saúde humana, porém, para a questão sanitária e de pragas nós conseguimos entrar em um novo cultivo com menores incidências desses problemas”, finalizou Pasqualli.





-Patrocinador-