O mercado brasileiro de milho teve uma semana de cotações mais altas. O mercado doméstico seguiu buscando a paridade de exportação, e os recentes ganhos na semana para o milho na Bolsa de Chicago, com avanços também no dólar (apesar da perda dessa sexta-feira), garantiram sustentação às cotações nos portos e também ao produtor.

Ultimamente, o mercado vinha sendo pressionado por perdas na Bolsa de Chicago (CBOT) e pela entrada da safrinha, com a paridade de exportação redundando em preços mais baixos para o milho internamente. Nessa semana o mercado mostrou-se mais firme pela reversão nessa tendência de Chicago e apoiado pelo dólar. Embora a safrinha recorde ainda pese sobre o mercado.

Em Chicago, os preços avançaram pela expectativa com o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na segunda-feira, dia 12. A expectativa é num corte nas estimativas de produtividade da safra americana 2019/20, com diminuição no número de safra, o que garantiu avanços nos preços na bolsa.

Assim, as cotações acabaram avançando também nos portos, e pela paridade de exportação pouco a pouco os preços avançaram nas principais praças do país. Não foram fortes aumentos, até porque a safrinha ainda limita altas.

No balanço semanal, as cotações subiram no Porto de Santos na base de compra de R$ 36,50 a saca para R$ 39,50. Em Campinas/CIF, o preço passou de R$ 38,50 a saca de 60 quilos para R$ 39,00 na base de venda. Já na mogiana paulista, o preço subiu de R$ 34,00 para R$ 36,00. Em Minas Gerais, em Uberlândia, o valor passou de R$ 34,50 para R$ 35,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu no comparativo semanal de R$ 34,00 para R$ 34,50 a saca na venda. Já no Rio Grande do Sul, o preço avançou em Erechim de R$ 40,00 a saca para R$ 41,50.



Em Rio Verde, Goiás, a cotação na venda para o milho subiu de R$ 30,00 para R$ 30,00 a saca. E, em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço baixou de R$ 28,50 para R$ 28,00 a saca na venda.