A hora de Alan Santos no Botafogo: identificado com estilo de Barroca, volante se vê no ápice físico

0

A hora é essa de Alan Santos no Botafogo. Emprestado pelo Tigres, do México, o jogador demorou a se readaptar ao futebol brasileiro após ficar 10 meses sem atuar em 2018 por conta de questões burocráticas. Elogiado por Eduardo Barroca em algumas coletivas desde a chegada do treinador, entrou bem na vitória sobre o Vasco, no último domingo, e pede passagem.

Com grandes chances de ser titular contra o CSA no jogo deste domingo – Alex Santana é dúvida -, Alan, de 28 anos, se vê em seu melhor momento quanto à parte física no Botafogo. E acredita que o período em que se recuperou de um desconforto na coxa direita foi fundamental para ficar na ponta dos cascos.

– A lesão (na coxa direita) veio, mas eu olho pelo lado bom. Depois que me recuperei, tive um tempo de um mês e meio a dois meses para fazer todo o trabalho específico que precisava para ganhar força e resistência. Poder voltar a atuar com intensidade, que exigem aqui no Brasil. Essa lesão, querendo ou não, ela veio para ser uma coisa boa. Pude fazer um trabalho específico que precisa e, graças a Deus, estou me sentindo bem. Acho que é minha melhor fase fisicamente e agora é poder ajudar o Botafogo na sequência do Brasileiro – afirmou o volante.

Técnico e de bom passe, Alan não esconde a admiração pelo estilo adotado por Eduardo Barroca, que prioriza a posse de bola e um jogo corajoso. Ele falou sobre readaptação ao Brasil, o futuro do Botafogo e o que espera para a sequência de 2019. Leia abaixo:

Alan, você foi muito elogiado no ato da contratação por seu histórico, mas não conseguiu ter sequência. A readaptação ao futebol brasileiro após 10 meses sem jogar por questões burocráticas foi muito complicada?

– Com certeza essa readaptação foi muito difícil para mim. Esses 10 meses sem jogar não foram por lesão nem por parte técnica, mas por parte burocrática. Trabalhei muito forte na pré-temporada, que foi curta, e senti muitas dores musculares pela intensidade. O corpo ainda não estava adaptado a essa intensidade. E eu acabei tendo lesão e não conseguia jogar em intensidade alta.

Barroca lhe elogiou muito recentemente. Você entrou bem contra o Vasco. Acha que chegou o seu momento? É a hora da sequência?

– Estou vivendo meu melhor momento físico desde que cheguei, estou bem confiante na minha parte física. Minha parte técnica com certeza vai sair com o ritmo de jogo. Apesar de estar treinando bem, a gente sabe que jogo tem outra intensidade e outra concentração. Estou à disposição para quando o Barroca precisar e por quanto tempo necessitar. Vou fazer da melhor forma e com a maior intensidade para poder cooperar para que o clube tenha os resultados positivos.

O gosto do Barroca pela bola casa com o seu estilo, concorda? Principalmente pelo seu bom passe.

– Sou suspeito para falar. É um estilo de jogo em que gosto de jogar. Para mim, o jogo perfeito é quando o time em que estou consegue controlar o jogo e ter a bola. De poder controlar as ações. Quando você tem a bola, você tem mais possibilidade de chegar ao gol e tira o poder de ataque dos adversários. Gosto desse estilo e encaixa sim com o meu.

Com esse bom início no Brasileiro, onde acha que o Botafogo pode chegar?

– Espero que a gente possa fazer o melhor campeonato possível, brigar pela Libertadores, estar sempre no topo da tabela. É sempre bom estar pontuando nesse início do campeonato, porque o Brasileiro é o mais difícil do mundo. O último colocado complica o primeiro, quem está na zona de rebaixamento tira ponto de quem briga pelo título.

– Tive experiências no Brasileiro de começar muito bem e depois terminar lá embaixo. Ou de começar mal e depois do segundo semestre dar a volta por cima. No Brasileiro, você tem que dar valor a cada jogo e tentar pontuar o máximo possível. Cada jogo é uma final, e temos que tratar o jogo com o CSA como o último.

O que foi mais difícil nesse período com poucas oportunidades?

– O mais difícil para mim foi não poder fazer aquilo que mais gosto. Sentir o gostinho do jogo, da torcida, daquela pressão que tem o jogo. Eu estava numa crescente física, sabia que poderia cooperar de alguma forma, mas lógico que respeitando todas as decisões e esperando minha oportunidade. Trabalhando para mim, calado e fazendo o melhor para Deus, porque uma hora Ele iria abrir as portas para mim.