Mato Grosso produziu mais soja do que o estimado para 2018/19. Em sua quarta revisão de safra, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) alterou de forma positiva a produção estadual, que soma 32,50 milhões de toneladas (t). O volume é o segundo maior da história local, mas está ligeiramente abaixo do contabilizado no ciclo anterior, de recorde, quando a oferta passou de 32,67 milhões t., 0,52% ou 169 mil toneladas em comparação com a safra passada.

Neste levantamento, a área semeada foi estimada em 9,66 milhões de hectares, um incremento de 46.267 hectares, ou 0,48% em relação ao último relatório. “Este reajuste deve-se principalmente ao aumento da área da safra 2017/18, que foi consolidada por meio de sensoriamento remoto. Com esses novos valores, a área prevista para a safra 2018/19 apresenta um aumento de 1,68% ou 159,23 mil hectares quando comparado à safra passada”, completam.


A produtividade apresentou um aumento de 1,26% em relação ao último levantamento e foi consolidada em 56,04 sc/ha para o Estado. Com o resultado, a produtividade média estadual nesta safra representa uma redução de 2,16% em relação à safra 2017/18. “A revisão foi pautada, principalmente, pelos rendimentos observados nas variedades de soja de ciclo médio e tardio, que acabaram compensando parte das perdas ocorridas nas variedades de ciclo mais precoce, impactadas pela diminuição das chuvas em dezembro do ano passado. Não fosse isso, a diferença de rendimento entre as safras seria ainda maior”.

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Em uma análise regional, o destaque fica para as regiões norte e nordeste que foram as únicas a apresentarem um rendimento acima do observado no ano passado, ficando respectivamente com 58,44 sc/ha e 55,79 sc/ha, e com isso registraram o 3º ano seguido de crescimento nos rendimentos das lavouras.

A nova projeção de produção deriva de um conjunto de dados revisados, como da área e da produtividade.

COMERCIALIZAÇÃO – A negociação de soja em Mato Grosso alcançou 66,80% para a safra 2018/19, o que configurou um avanço de 5,51 p.p. em relação ao total negociado no mês anterior. Esse aumento pode ser justificado pela valorização do câmbio no decorrer do mês, apesar das baixas cotações atingidas pela soja na bolsa de Chicago e pela redução dos prêmios nos portos.

Além disso, outros fatores que também fundamentaram a comercialização foram semelhantes ao mês passado, como problemas com armazenagem e necessidade de fazer caixa para pagamento de despesas. Já para a safra 2019/20, já há 8,20% da produção vendida, o que representa uma elevação mensal de 5,75 p.p., que também pode ser explicada pelas altas cotações atingidas pela moeda norte-americana. O preço médio mensal para a safra 2018/19 foi de R$ 64,15/sc, 0,53% maior que no mês anterior e para a safra 2019/20 foi de R$ 65,91/sc, 1,04% menor em relação ao mês passado.

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