Terrorista confessa assassinatos e diz que sabia que as coisas mudariam com Bolsonaro na presidência

Extraditado do Brasil em janeiro, ele confessou a promotor a responsabilidade pelas mortes quando era membro de grupo armado italiano

0
Battisti foi preso na Bolívia em janeiro Reprodução Facebook

Battisti diz que usou falsa inocência para ter apoio de Lula

 

Cesare Battisti, ex-integrante do grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e extraditado pelo Brasil para a Itália em janeiro, admitiu pela primeira vez sua participação nos quatro homicídios pelos quais foi condenado à prisão perpétua.

De acordo com a imprensa italiana, Battisti declarou-se culpado ao ao procurador Alberto Nobili, chefe do antiterrorismo em Milão, que coordena o inquérito que investiga as supostas ajudas recebidas pelo ex-terrorista em seu período de fuga

“Percebo o mal que causei e peço desculpas às famílias das vítimas”, disse Battisti ao procurador.

No Brasil, Battisti foi defendido por integrantes de partidos políticos que impediram sua extradição, ele citou que usou suas declarações de inocência para “obter apoios da extrema esquerda na França, no México, no Brasil e do próprio Lula”.

Battisti teve o status de refugiado revogado pelo ex-presidente Michel Temer. O decreto de prisão foi confirmado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em dezembro de 2018.

Em sua confissão, Battisti também afirmou que já sabia que as coisas mudariam para ele com a ascensão de Jair Bolsonaro.

A confissão foi feita no último fim de semana, na penitenciária da Sardenha onde ele cumpre pena de prisão perpétua.

Terrorista Battisti esteve em Sinop, Lucas e Cáceres