SEM PRIVILÉGIOS
DEM manda Maggi “descer do muro” e sugere pesquisa para definir chapa em MT
Fiel da balança será em relação a briga pela vaga entre Maggi, Jayme e Leitão
Publicado em 12/02/2018 às 21:52 | LEONARDO HEITOR - FOLHA MAX
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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho, confirmou que irá para o Democratas (DEM), mas não garante a permanência do partido na base aliada do governador Pedro Taques (PSDB) para as eleições deste ano. De acordo com o parlamentar, tudo irá depender das situações políticas do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), secretário de Projetos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos (DEM), e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), na corrida por duas vagas na chapa para a disputa pelo Senado Federal.

 

Botelho avisa que deseja apoiar uma eventual candidatura a reeleição de Taques. “Já estou definido e vou para o DEM, mas qualquer partido que eu for, evidente que vamos debater sobre a eleição e não será diferente agora. Eu vou fazer meu posicionamento em defesa de uma união com o Pedro Taques, mas eu não falo pelo partido. Sou um voto só. Vou tentar fazer com que o partido fique com o Pedro Taques, mas não posso garantir que vai ficar. Não sou o dono do partido”, disse ele.

 

Botelho defendeu que o senador licenciado e ministro da Agricultura, Blairo Maggi, defina logo seu posicionamento, sobre uma possível manutenção ou não na base aliada do governador. O deputado disse que quanto mais rápido forem feitas as tratativas, melhoram as chances de uma boa negociação. “As definições de grupo não podem acontecer lá na convenção. Tem que ser antes, começar a trabalhar nisso. Se o Blairo está conosco, e nós todos gostaríamos que estivesse, ele tem que vir logo e falar, até para não se abrir a possibilidade de conversarmos com outros e lá na frente tirar ou ter que fazer uma negociação ruim. É melhor agora”, sentenciou.

 

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O fiel da balança nas negociações entre PSDB, DEM e PP, está em torno da formação da chapa majoritária para as eleições deste ano. Em uma feijoada realizada na casa do governador, no último final de semana, ficou decidido que o governador será candidato a reeleição, mantendo Carlos Fávaro (PSD) como vice.

 

A questão agora é em relação as duas vagas para o Senado. O PSDB anunciou que Nilson Leitão será um dos candidatos a vaga.

 

Jayme Campos, pelo DEM, já deixou claro que pretende entrar na disputa e teria ficado irritado com a postura dos tucanos. Tudo isso pode acabar afastando uma possível aliança com o PP, de Blairo Maggi, que buscará a reeleição para o Senado.

 

O presidente estadual do PP, o deputado federal Ezequiel Fonseca, já declarou que prefere sair da base do governador Pedro Taques. “Eu defendo que o PSDB tem a vaga do governador. A segunda vaga pode ser do PSDB, mas desde que o Nilson Leitão esteja melhor. Defendo que se faça uma pesquisa entre ele, o Jayme Campos, o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes e aí ver quem são os melhores para colocar na chapa. Não pode colocar o Botelho, por exemplo, para se candidatar ao Senado, tendo eu 2% nas pesquisas. Coloca o Nilson, que tem 7%, ou o Jayme, que tem 20%, ou o Mauro. É isso que eu defendo. O nome do Blairo é consolidado. Caso ele venha, temos que discutir a outra vaga só”, completou.

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