Carência financeira e de mercado une rivais Fla e Flu por futuro de Dourado

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(Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

Futebol é dinâmico. O clichê ajuda – e muito – a entender as idas e vindas que levaram Henrique Dourado ao Flamengo. O anúncio é questão de tempo. Melhor, questão de uma assinatura: a de Pedro Abad para rescisão do atacante, que já tem a papelada redigida pelo Rubro-Negro. Capítulo final de uma novela que começou no Rio, foi a São Paulo, passou pela Turquia e por Udinese até ser concluída.

 


O Flamengo queria Love. Perdeu. O Corinthians queria Dourado. Perdeu. O Fluminense precisa de dinheiro. Ganhou. Basicamente, essa é a equação que leva o Ceifador à Gávea. Diante de um mercado escasso, o Rubro-Negro olhou para o vizinho, que não desejava a liberação, mas se viu sem alternativa com o recuo do Timão e a necessidade de fazer caixa. Assim – finalmente – as pontas se fecharam.

 

A proposta inicial
A primeira investida foi pouco depois da virada do ano. Após mapear o mercado em busca de um 9 para suprir a ausência de Guerrero, o Flamengo enviou uma proposta para o Fluminense para contar com o atacante. Naquele momento, o Tricolor já tinha em mãos a oferta do Corinthians.

 

As duas foram consideradas similares, e o Fluminense deixou claro que não havia intenção alguma de negociar o único nome de peso que restava em seu elenco justo com o maior rival. Na época, Dourado também via de melhor tom não trocar as Laranjeiras pela Gávea.

 

Com a oferta recusada, Dourado então ficou próximo de um acerto com o Corinthians. O atual campeão brasileiro perdeu Jô para o futebol japonês e também precisava de um nome para a posição. Com a negativa, o Rubro-Negro passou a voltar seus esforços para repatriar Vágner Love.

 

O Flamengo queria Love. Perdeu. O Corinthians queria Dourado. Perdeu. O Fluminense precisa de dinheiro. Ganhou. Basicamente, essa é a equação que leva o Ceifador à Gávea. Diante de um mercado escasso, o Rubro-Negro olhou para o vizinho, que não desejava a liberação, mas se viu sem alternativa com o recuo do Timão e a necessidade de fazer caixa. Assim – finalmente – as pontas se fecharam.

 

 

Os moldes
Os valores que serão pagos pelo atacante giram em torno de 3 milhões de euros (R$ 11,8 milhões) – divididos entre o rival das Laranjeiras, que vendeu seus 50%, e o Mirassol, dono do restante, mas que vai permanecer com 25% do centroavante.

 

Dourado ainda receberá salário, luvas e bonificações acima do que o proposto no começo do ano pelo Corinthians.






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