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Mato Grosso do Sul: MS poderá receber uma série de investimentos privados em rodovias, ferrovias e aeroportos nos próximos anos

Por Redação CenárioMT

Mato Grosso do Sul poderá ter uma série de investimentos privados em setores importante de transporte e logística nos próximos anos, como rodovias, ferrovias e aeroportos, por meio de parcerias e concessões públicas. A maioria destes projetos já tem o apoio e qualificação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), vinculado ao governo federal.

O secretário de Transportes do PPI, Thiago Caldeira, que esteve em Mato Grosso do Sul, destacou que o Estado tem uma “lista extensa” de projetos para investimentos da iniciativa privada que já dispõem de selo estratégico da União.


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“Alguns são de menor porte, mas com impacto social muito relevantes, como a concessão do Parque da Serra da Bodoquena, assim como outros de grande impacto inclusive em nível nacional, como algumas rodovias e ferrovias”, descreveu Caldeira, durante reunião na sede do Governo do Estado.

Ele citou, por exemplo, a nova licitação da rodovia BR-163, que corta o Estado de Mato Grosso do Sul e vai passar por um novo certame em função da desistência da concessionária CCR MSVia. “Esperamos que ocorra no final deste ano (2021). Será um novo contrato e assim até se evita traumas que ocorreram no passado”, observou.

Sobre esse projeto, o titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, ressaltou que a concessão foi requalificada na PPI e que agora seguem os estudos e audiências públicas, para que o trecho seja relicitado.

“Essa obra é algo que nos incomoda, mas agora será um novo projeto, que pode ter duplicação total ou parcial (rodovia). Além disso, tem uma série de problemas em cruzamentos e viadutos que precisam ser resolvidos”, citou. O secretário também destacou que a cobrança do pedágio precisa refletir o nível de investimento na rodovia.


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“São questões que entrarão em pauta, como por exemplo o fato de que 50% dos acidentes da BR-163 no Estado ocorrem no trecho do contorno de Dourados e Campo Grande. Imagina se resolvermos isso, poderíamos reduzir acidentes e preservar vidas”, mencionou Verruck.

Outros projetos

Caldeira ainda revelou que outros projetos importantes do Estado estão na pauta para receber investimentos, como as ferrovias Ferroeste (Maracaju a Cascavel), que poderão receber nova malha (ferroviária) pela iniciativa privada, assim como a Malha Oeste. “Serão novos corredores de exportação ao País. Todos estes projetos vêm recebendo uma atenção muito especial do governo federal”.

Outro ponto abordado foi a concessão de aeroportos de Mato Grosso do Sul a iniciativa privada. “Vão privatizar os aeroportos de Corumbá, Campo Grande e Ponta Porã. Eles já estão na PPI e nós entramos em um bloco que está Congonhas de São Paulo. Acredito no nível de atratividade muito grande, o mesmo operador que operar Congonhas vai operar Campo Grande”, explicou Jaime Verruck.

Caldeira destacou que estes projetos vão “transformar” o Estado. “Irá aumentar a competitividade, afetando outros setores da economia do Estado que vão se beneficiar com estes investimentos. A ideia é que faça parceria com o setor privado, para que eles possam executar estes investimentos, que possam gerar emprego, renda e melhor qualidade de vida”.

Verruck também reforçou que este grande volume de investimentos no Estado, vai trazer desenvolvimento econômico. “Esta infraestrutura vai reposicionar Mato Grosso do Sul nos próximos 2, 3 anos no cenário nacional. Se já temos um crescimento médio acima do nacional, estes projetos vão oferecer um futuro de crescimento e desenvolvimento”, concluiu.

Programa

 O Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) faz a avaliação de projetos que visam novas parcerias e investimentos com o setor privado. Ele tem a missão de secretariar um conselho com a participação de sete ministros, presidentes do BB (Banco do Brasil), Caixa Econômica Federal e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), liderados pelo presidente da República.

“A cada três meses este conselho se reúne com o presidente e passamos cada um desses projetos que receberam o selo de estratégicos, para que sejam tomadas as devidas decisões. A ideia é que estas parcerias com o setor privado aconteçam de forma célere e que não haja nenhum entrave ou dificuldade”, disse Caldeira.

O programa dispõe de equipe especializada em preparação de edital, contratos, estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental. “Nós cuidados para que estes projetos tenham um bom encaminhamento e que não frustrem a sociedade”.

Leonardo Rocha, Subcom

 

 


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