20.8 C
Lucas do Rio Verde
domingo, 16 janeiro, 2022
Publicidade
InícioMATO GROSSOOperação em Mato Grosso apreende fios e cabos para eletricidade de má...

Operação em Mato Grosso apreende fios e cabos para eletricidade de má qualidade

Objetivo é fiscalizar a qualidade dos fios e cabos para a eletricidade expostos à venda pelos comerciantes.
Por CENÁRIOMT

Uma ação integrada foi deflagrada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (IPEM) e Procon Estadual, entre 29 de novembro e 03 de dezembro para fiscalizar lojas de materiais de construção.

O trabalho em conjunto faz parte da operação nacional ““Energia Segura” e teve como objetivo de fiscalizar a qualidade dos fios e cabos para a eletricidade expostos à venda pelos comerciantes.

A operação nacional denominada “Energia Segura” é coordenada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Em Cuiabá e Várzea foram vistoriados nove estabelecimentos comerciais, sendo em seis deles apreendidos fios e cabos de má qualidade expostos à venda.

Entre as irregularidades encontradas foram: a exposição à venda de marcas sem registro no Inmetro, com o registro e logomarca do Inmetro falsificados, produtos com registro ativo no Inmetro e o selo do órgão nas suas embalagens, mas que estavam fora da norma por apresentarem resistência superior à máxima permitida pela legislação.

De acordo com o delegado da Decon, Rogério Ferreira, popularmente os fios e cabos elétricos com resistência superior à permitida são chamados de “desbitolados”. Isso ocorre porque o mau fabricante retira parte do cobre que deveria ser empregado na fabricação do produto e compensa acrescentando uma camada mais grossa de isolante (PVC) para manter o peso do produto próximo do peso de uma marca de qualidade, com isso, induzindo o consumidor a erro.

A resistência superior à máxima permitida pelo Inmetro, conforme a na NBR de nº. 280/2011, diminui a capacidade do fio ou do cabo de conduzir a eletricidade, fazendo com que os aparelhos eletroeletrônicos dos consumidores recebam uma carga elétrica menor do que a que necessitam para o regular funcionamento, o que diminui a vida útil desses aparelhos, gera o superaquecimento dos fios no interior das paredes, com risco de curtos-circuitos e de incêndio, coloca a vida, a integridade física e o patrimônio das pessoas em risco, além de aumentar em até 30% o consumo de energia elétrica e, consequentemente, o valor das contas de energia pagas pelos consumidores.

Nas lojas fiscalizadas também foram encontrados fios e cabos para eletricidade da marca RR Indústria e Comércio de Fios e Cabos, que só podem ser usados pela indústria para a fabricação de veículos e de eletrodomésticos, porém, estavam sendo vendidos nos estabelecimentos para os consumidores empregarem na construção civil.

“Em maio deste ano, a Qualifio, Associação Brasileira Pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos e Similares, que reúne fabricantes de fios e cabos para a eletricidade de todo o País, coletou 54 amostras de cabos e fios no mercado, de 27 fabricantes diferentes, sendo que 62% das amostras não estavam conforme a norma e 75% dos fabricantes apresentaram não conformidades”, relatou o delegado Rogério.

Preços abaixo do mercado

O consumidor pode se proteger da compra de cabos e fios elétricos de má qualidade desconfiando de preços muito abaixo dos praticados pelo mercado, comprando sempre de empresas e de lojas de sua confiança, exigindo a nota fiscal do produto, consultando o registro da marca, o nome do fabricante ou o seu CNPJ no site do Inmetro (http://registro.inmetro.gov.br/consulta/), para saber se aquele material possui registro ativo no órgão, e fazendo uma inspeção visual antes de adquirir ou de receber o produto, uma vez que os produtos de má qualidade aparentam ter uma quantidade pequena de cobre revestida por uma grossa camada de PVC.

Todos os fios e cabos de eletricidade reprovados foram recolhidos pelo Ipem de Mato Grosso e o Inmetro será informado dos resultados dos testes para cassar o registro das marcas reprovadas.

A Decon vai instaura inquéritos policiais para apurar a responsabilidade criminal dos proprietários e representantes das lojas de materiais para a construção e dos fabricantes das marcas reprovadas, que serão intimados para interrogatório e podem ser responsabilizados por crime contra as relações de consumo, com pena de até 5 anos de prisão e multa.

A Polícia Civil, o Ipem e o Procon Estadual pretendem reforçar a fiscalização das lojas de materiais de construção da região metropolitana da Capital, além de estender as ações de fiscalização da qualidade dos fios e cabos à venda para as cidades do interior do Estado.

Rebeca Moraeshttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT, escreve diariamente as principais notícias que movimentam o cotidiano das cidades de Mato Grosso.
Publicidade

Publicidade

Redes sociais

107,356FãsCurtir
17,057SeguidoresSeguir
2,120SeguidoresSeguir

Lucas do Rio Verde

Covid em crianças
Profissionais da Saúde de Lucas do Rio Verde participam de reunião para tratar da vacinação contra a Covid em crianças
janeiro 16, 2022
Lucas do Rio Verde
Equipe de Esporte e Lazer visita local onde será construído o Complexo Esportivo de Lucas do Rio Verde
janeiro 16, 2022
MAIS DE 10 JOGADORES INFECTADOS
Surto de Covid-19 em time do Sorriso cancela amistoso contra o Luverdense
janeiro 15, 2022
volta às aulas na pandemia
Prefeitura de Lucas do Rio Verde orienta sobre cuidados para volta às aulas na pandemia
janeiro 15, 2022