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quinta-feira, 17 junho, 2021
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Comportamento das commodities projeta próxima safra muito boa, acredita Petri

Gerente de lojas da Agro Baggio John Deere observa que o produtor já começou a se preparar para o plantio da safra 2021/2022
Por Da Redação

O produtor rural de Lucas do Rio Verde e região está concluindo a safra de milho, mas as atenções já se voltam para o plantio de soja. Se a segunda safra poderá representar perdas no campo, por causa das chuvas irregulares, as projeções para a safra 2021/2022 são bem mais favoráveis. A reportagem de CenárioMT ouviu o gerente de lojas da Agro Baggio John Deere sobre o quê esperar da nova safra. Otimista, Roberto Petri observou que as projeções são otimistas.

Entre os principais motivos que projetam uma safra interessante está o comportamento das commodities. Petri lembra que a safra atual revelou preços até então inesperados para soja, milho e algodão. “Estão em patamares nunca vistos. E isso é muito bom, porque é o que faz catraca girar, vamos dizer assim, em termos de receita. Se a receita projeta ser boa, o investimento é bom e justificável”, assinalou.

A safra 2021/2022 começa a ser plantada somente em setembro. Entretanto, boa parte dela já está viabilizada. Aquisições de insumos, máquinas e implementos agrícolas são viabilizadas com antecedência. Toda essa provisão é feita com antecedência por questões de logística e disponibilidades da indústria e fornecedores. “Em função dos preços bons das commodities (soja, milho e algodão), a relação de custo dos insumos e máquinas ficou muito favorável. Há um ano se falava da soja a uma perspectiva de R$ 70 a R$ 90, hoje estamos falando da perspectiva da soja a R$ 150. Isso traçado a um custo que também subiu, mas não na mesma proporção, gera uma relação de custo-saco por hectare, favorável para o próximo ano. Quero dizer que a perspectiva pra próxima safra é excelente”, acredita.

PIB

Já há alguns anos, o agro vem sendo um dos pilares do Produto Interno Bruto nacional. As riquezas geradas no campo têm ajudado o Brasil a manter o PIB. “Hoje já representa 25% do PIB. Se tira o agro, o crescimento do país é negativo. É o único setor que cresce. E cresce forte. Neste ano, principalmente por causa dos preços das commodities, interferência da pandemia, subiu muito em todo o mundo e o câmbio tá alto, o que é favorável neste sentido”, avaliou Petri.

Foto: Divulgação

Pandemia

Ao longo do último ano, o setor agrícola também foi afetado. Não tanto quanto o setor de indústria e comércio. Porém, como depende, principalmente, da indústria, houve a necessidade de alguns ajustes. As visitas técnicas às propriedades rurais sofreram mudanças significativas.

“A gente teve que mudar muito a presença em função dos cuidados que a gente tem com a covid-19. A Agro Baggio se preocupa muito em respeitar isso internamente e externamente. Desde o uso dos itens de proteção, no cuidado com nossos colaboradores, e isso também ocorre nas fazendas. Em alguns momentos a gente tem mais restrições para entrar nas fazendas, na assistência que a gente precisa dar, e em outros momentos não. Mas mudou muito essa relação de estar pessoalmente”, comentou.

Tecnologia

Mesmo antes da pandemia, a Agro Baggio já trabalhava nas máquinas comercializadas em Mato Grosso, tecnologias de ponta que permitiam o acompanhamento remoto dos equipamentos. Ao longo do ultimo ano, essa tendência acelerou ainda mais. Hoje as plataformas digitais presentes nos equipamentos da empresa permitem bem mais que as verificações de desempenho das máquinas. “É possível conectar à máquina e fazer diagnóstico à distância, verificar que problema ela tem. Isso melhora muito o pós-venda. Problemas pequenos resolve virtualmente, como configurações. E quando precisa da ida de um mecânico fica mais assertivo. Com o diagnóstico feito, ele leva a peça (necessária) e fica bem mais assertivo”, ressaltou.

Além da questão do desempenho da máquina e sua avaliação mecânica, o acompanhamento remoto amplia os benefícios ao produtor. Roberto Petri acrescenta que através destas plataformas é possível fazer o acompanhamento agronômico. “Fica a par da produtividade, quando está colhendo, a distribuição de sementes, quando está plantando, questão dos fertilizantes, uma série de coisas da parte agronômica”, detalhou. Esse acompanhamento pelo produtor pode ser feito por computador ou mesmo pelo celular.

Pós-pandemia

Roberto Petri observa que com o passar dos dias, as autoridades sanitárias tendem a esclarecer vários pontos sobre a covid-19. Com a vacinação avançando nos países, já é possível retomar as atividades rotineiras. Porém, sempre observando os protocolos sanitários. Ele acredita que várias ferramentas descobertas ou aperfeiçoadas ao longo dos últimos 12 meses farão parte da rotina.

“Mas a gente precisa voltar ao contato com as pessoas. A gente passou a perceber que isso também é importante. Penso que o pós-pandemia vai ser um mix das duas coisas. Vamos incorporar ferramentas novas, a exemplo dessas usadas nas maquinas (isso não volta atrás) e o contato com as pessoas, eventos que nós tínhamos, como o Show Safra, Agrishow, isso precisa ter. Somos pessoas e humanos precisam desse contato. Acho que vai ser um mundo diferente, um pouco do que era antes e um pouco do que a gente viveu agora, uma evolução”, prevê.


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