33.6 C
Lucas do Rio Verde
domingo, 03 julho, 2022
Publicidade
InícioCENÁRIO AGROApesar do excesso de chuva, Fundação Rio Verde mantém otimismo com safra...

Apesar do excesso de chuva, Fundação Rio Verde mantém otimismo com safra de soja em Lucas do Rio Verde

Primeiras lavouras começam a ser colhidas. Trabalhos devem ser intensificados nos primeiros dias de janeiro
Texto por CenárioMT

O excesso de chuvas registrado nos meses de dezembro e janeiro deve influenciar na produtividade da lavoura de soja em Mato Grosso. Algumas lavouras em Lucas do Rio Verde começam a ser colhidas. Os produtores mostram cautela, mas a Fundação Rio Verde, que atua no acompanhamento do setor, mantém otimismo com a safra.

Diretor executivo da fundação, Rodrigo Pasqualli, comentou que o excesso de chuvas tem interferência negativa no desenvolvimento da soja. “Porque ela precisa de luz pra poder acelerar o metabolismo, a fotossíntese e fazer todos os processos químicos e biológicos da planta. Então isso acaba interferindo no desenvolvimento e na produtividade dos grãos”, pontuou.

Nas lavouras que já começaram a ser colhidas, havia a expectativa de produtividade superior a da safra passada. Porém, as chuvas acabaram limitando um pouco a produtividade. “Nós temos relatos de produtores que acreditam que vai ser talvez até um pouco inferior que o ano passado. Mas, de maneira geral ainda é uma safra satisfatória. Temos ainda há um mês ainda pra o desenvolvimento da safra”, declarou.

Pasqualli destaca que o plantio da safra ocorreu em períodos diferentes. As primeiras foram semeadas por volta de 20 de setembro. As demais foram plantadas entre essa data até o final de outubro. Por isso, a partir da primeira semana de janeiro os trabalhos no campo devem ser intensificados. As últimas lavouras serão colhidas até o fim de março. “A expectativa é satisfatória, não é tão grande e aí nós estamos esperando a natureza nos ajudar em relação a esse clima”, reforçou o diretor executivo

Monitoramento

Em algumas lavouras há relatos de ocorrências do chamado acamamento de plantas de soja. Esse é o nome dado a ocorrência de queda ou arqueamento das plantas em virtude da flexão da haste ou má ancoragem propiciada pelas raízes. “Temos o relato de plantas de soja caindo, quebrando o caule e dando a perda na lavoura por acamamento. E temos algumas plantas apodrecendo o grão, mesmo com a planta verde. Então isso é reflexo de anos com muita umidade, muita chuva e acaba interferindo nessa característica fisiológica da planta”, explica.

A orientação da Fundação Rio Verde é o constante monitoramento. O produtor deve observar a lavoura diariamente, tendo a percepção em relação a pragas e a doenças. Segundo Pasqualli, a umidade provocada pelas chuvas é um fator favorável pra que a cultura seja afetada por doenças.

“Em relação a pragas estamos num momento crucial, onde nós temos uma iminência de colher a soja e já plantar o milho. Então, nós temos que observar o índice baixo de pragas pra poder entrar a próxima cultura com esses índices baixos e conseguir controlar mais fácil. Então toda a atenção do produtor nesse momento é importante e interessante pra nós iniciarmos uma nova safra com uma lavoura livre de praga e livre doença”, concluiu.

Celso Ferreira Nery
Celso Ferreira Neryhttps://www.cenariomt.com.br
É formado em Jornalismo. Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do CenárioMT produzindo conteúdo sobre política, economia e esporte regional.

Publicidade


Publicidade

Lucas do Rio Verde

CLASSIFICAÇÃO INÉDITA
Grupo Santos goleia em noite inspirada de Leozinho e garante vaga nas semifinais da Copa do Brasil
julho 03, 2022
Lucas do Rio Verde
Cultura realiza exposição de telas e quadros no Paço Municipal
julho 02, 2022
Lucas do Rio Verde
Invasão de área pública é crime e pode desclassificar famílias em programas habitacionais
julho 02, 2022
CAUTELAR INOMINADA
Ministério Público anula liberdade provisória de preso em Lucas do Rio Verde
julho 02, 2022