Quatro integrantes de uma associação criminosa que se passavam por policiais civis para a prática de crimes foram presos em flagrante pela Polícia Judiciária Civil, na tarde de terça-feira (09.09), em trabalho realizado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Os presos foram autuados em flagrante pelos crimes de associação criminosa armada, posse de munição e posse de arma artesanal, além de posse de drogas para consumo pessoal.


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As investigações iniciaram após a GCCO receber denúncia de que no dia 05 de setembro um grupo armado que se identificava como policiais civis da própria Gerência, rendeu um advogado, mantendo-o privado de sua liberdade e realizando extorsão. Passada a ocasião da ação criminosa, o grupo manteve as ameaças e cobranças via mensagens e ligações durante o final de semana e na segunda-feira, quando a vítima procurou a GCCO.

Com a informação de que as ligações para a vítima eram realizadas de um hotel da Capital, os policiais da GCCO foram até o estabelecimento, onde conseguiram identificar um suspeito , que se hospedou no hotel desde o dia 06 e deixou a local sem efetivar o pagamento dos consumos realizados. Enquanto os policiais estavam no hotel, outro crimonoso, chegou a estabelecimento a procura do hospede.

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Questionado, o homem acabou revelando o seu envolvimento com o grupo, e o local em que o comparsa estaria, outro hotel, no bairro Araés. Em continuidade as diligências, os policiais seguiram até o local, onde encontraram o investigado junto com os demais suspeitos. Com eles, foi apreendido um simulacro de pistola, munições de calibre.38, além de uma porção de maconha,

Diante das evidências, os quatro suspeitos foram conduzidos a GCCO, onde dois deles foram reconhecidos como os autores da extorsão praticada contra o advogado. Interrogado, um dos homens disse ser vigilante e informou aos policiais que possui armas de fogo na residência, sendo duas armas registradas, uma pistola calibre .380 e um revólver calibre .38.

Na residência do suspeito, os policiais localizaram uma arma de fogo artesanal, calibre 20 e munições do mesmo calibre, além de colete balístico e algemas.

Segundo a delegada, Juliana Chiquito Palhares, os levantamentos realizados pela equipe do GCCO indicam que a associação criminosa já atuou em outros crimes e que cabia a um dos envolvidos, o fornecimento das armas para as ações do grupo. “Eles se passavam por policiais civis, e um deles já registrou dois boletins de ocorrência em que se passou por policial, registrando o extravio da sua carteira funcional e do porte de arma de fogo”, disse.

Os conduzidos foram autuados por associação criminosa armada e crimes da Lei n.º 10.826/2003 (posse da munição  posse da arma artesanal), além da posse de droga para consumo pessoal e serão apresentados na Audiência de Custódia na tarde desta quarta-feira (11).





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