Gari que teve perna amputada após acidente durante o trabalho ganha prótese e deve passar por cirurgia para usá-la em MT

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Foto: Arquivo pessoal

O gari Darliney Silva Madaleno, que teve a perna amputada após ser atingido por um veículo na região central de Cuiabá, no dia 20 de novembro de 2018, ganhou uma prótese da prefeitura na terça-feira (25), mas deve passar por uma nova cirurgia para a retirada de ossos da perna.

A mulher de Darliney, Rosilda de Souza, contou que o gari que tem 41 anos de idade usou a prótese apenas no dia em que a recebeu. No dia seguinte, em consulta médica, Darliney foi informado que precisava passar por cirurgia antes de usá-la, pois há risco de o osso perfurar a pele.

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“Ele passou por exames e agora estamos aguardando o resultado para tentar marcar a cirurgia. Desde a recuperação, ele anda apenas de muletas”, disse.

Enquanto Darliney não pode trabalhar, o casal, que paga aluguel de R$ 500, está vivendo apenas com um auxílio de R$ 998 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


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“Nós dois trabalhávamos, vivíamos bem, mas agora nem eu posso trabalhar, pois tenho que cuidar dele. Ele já caiu várias vezes, então não posso deixá-lo sozinho. No começo recebemos doações, mas agora dependemos apenas desse auxílio”, ressaltou.

Além de amputar a perna, o gari também fraturou a bacia, mas se recuperou com a ajuda de remédios e repouso. Segundo Rosilda, ele ainda sente muita dor nas costas. “Ele está aprendendo tudo de novo”, disse.

O acidente

Darliney estava na traseira do caminhão de coleta de lixo quando o veículo conduzido pela servidora pública aposentada Luiza Farias Corrêa da Costa, de 68 anos, bateu contra o caminhão e esmagou a perna do gari.

O caminhão estava estacionado na faixa esquerda da Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, enquanto o trabalhador recolhia os sacos de lixo. O veículo de passeio trafegava pela pista central, quando bateu na lateral direita do caminhão, onde estava a vítima.

A Polícia Civil afirmou, em boletim de ocorrência, que ao realizar o teste de alcoolemia, o resultado foi de 0,66 mg/l, duas vezes maior do que o permitido por lei.