Sonos dá sumiço em promessa de não vender dados pessoais de usuários

Fonte: CenárioMT

Sonos dá sumiço em promessa afirmando não vender dados pessoais de usuários
Imagem: Sonos

A Sonos, fabricante de aparelhos de som de alta fidelidade, silenciosamente removeu de seu contrato de usuário americano a garantia de que não venderia dados pessoais dos clientes. A mudança passou despercebida até que foram pegos no pulo por usuários atentos à alterações.

A promessa, presente em todas as versões anteriores do contrato, desapareceu na revisão de junho de 2024. A alteração foi identificada primeiro em um fórum do Reddit dedicado a produtos Sonos e gerou reações negativas imediatas.

A promessa da Sonos

A frase original dizia: “A Sonos não vende e não venderá informações pessoais de seus clientes”. Curiosamente, essa garantia ainda está presente nos contratos de usuário de outros países.

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Ao fazer essa mudança, a Sonos parece estar alimentando o descontentamento dos usuários, que já vinham de uma reação negativa ao recente redesign do aplicativo controlador para iOS. A nova versão do app desagradou os usuários ao remover diversas funcionalidades presentes na versão anterior, como a possibilidade de embaralhar ou editar a lista de músicas durante a reprodução.

A realidade

Sonos dá sumiço em promessa afirmando não vender dados pessoais de usuários
Imagem: Sonos

Não há como optar por fora do novo contrato da Sonos sem devolver os produtos comprados. A situação lembra o caso recente da Adobe, que enfrentou problemas de relações públicas devido a uma alteração em seus termos de serviço para os aplicativos Creative Cloud.

Na mudança da Adobe, a empresa aparentemente se concedeu direitos perpétuos e globais para usar o conteúdo criado pelos usuários e armazenado na Creative Cloud para qualquer finalidade, incluindo potencialmente o treinamento de sua inteligência artificial. Desde então, a Adobe precisou emitir duas clarificações adicionais para corrigir a formulação confusa da atualização original.

A Adobe também garantiu aos usuários que não utilizaria o conteúdo criado por eles para treinar sua ferramenta de inteligência artificial Firefly e nem reivindicaria propriedade de nenhuma imagem ou som criado pelo software. No entanto, a empresa ainda não deixou claro se os termos lhe dão o direito de licenciar o conteúdo do usuário para outras entidades.