Cobra jiboia resgatada pelos bombeiros; vídeo

Fonte: CenarioMT

É basicamente um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha atividade diurna.
É basicamente um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha atividade diurna.Foto: 13ª CBM/LRV

Uma cobra jiboia (Boa Constrictor) foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros (13ªCBM) de Lucas do Rio Verde na tarde de ontem, domingo (27).

A cobra jiboia, de acordo com Cabo BM Alexandre Silva, foi avistada por populares no pátio de um posto de combustível, as margens da MT-449.

A jiboia possivelmente se deslocou de uma área de vegetação e seguiu em direção ao posto de combustível.

“Esse animal estava muito estressado e a todo momento, durante a captura, ela armava bote, ou seja, ficava em posição de defesa. A guarnição fez  captura da jiboia com a pinça e em seguida realizamos a soltura a área de preservação ambiental adjacente a nossa Companhia”, destacou o militar.

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Cabo Alexandre ressaltou a importância de a população, ao se deparar com animais silvestres, que não façam a captura por conta própria. A guarnição deve ser acionada para o manejo correto e seguro do animal.

“Em situações como esta é importante que a população evite de capturar o animal, garantido assim, a própria segurança, bem como o bem estar do animal. Existe uma síndrome chamada miopatia de captura, ou seja, todo animal silvestre pode desenvolver essa síndrome por conta do alto índice de estresse. Então, avistou o animal, evite contato e acione o Corpo de Bombeiros através 193”, reforçou Cabo Alexandre Silva.

Conheça mais sobre cobra jiboia

jiboia-constritora (Boa constrictor), ou simplesmente jiboia, é uma espécie de serpente grande e não peçonhenta que é frequentemente mantida e reproduzida em cativeiro. A jiboia é membro da família Boidae e encontrada em regiões tropicais da América do Norte, Central e do Sul, assim como em algumas ilhas no Caribe. Nove subespécies são atualmente reconhecidas, embora algumas sejam controversas.

No Brasil, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932). A primeira é amarelada, de hábitos mais pacíficos e própria da região amazônica e do nordeste. Pode chegar a um tamanho adulto de até 4 metros, embora raramente atinja essa marca. A segunda, jiboia-amarali, pode ser encontrada mais ao sul e sudeste e algumas vezes em regiões mais centrais do país. Pode chegar a um tamanho adulto de 2 metros.

É basicamente um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha atividade diurna.

É considerado um animal vivíparo porque, no final da gestação, o embrião recebe os nutrientes necessários do sangue da mãe. Alguns biólogos desvalorizam essa parte final da gestação e consideram-na apenas ovovivípara porque, apesar de o embrião se desenvolver dentro do corpo da mãe, a maior parte do tempo é dedicada à incubação num ovo separado do corpo materno.

A gestação pode levar meio ano, podendo haver de 12 a 64 crias por ninhada, que nascem com cerca de 48 centímetros de comprimento e 75 gramas de peso.

Detecta as presas pela percepção do movimento e do calor e as surpreende em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos (principalmente ratos), aves e lagartos que mata por constrição, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes serrilhados nas mandíbulas, dentição áglifa. A digestão é lenta, normalmente durando sete dias e podendo estender-se a algumas semanas, período durante o qual fica parada, num estado de torpor.

No Brasil, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932).
No Brasil, existem duas subespécies: a Boa constrictor constrictor (Forcart, 1960) e a Boa constrictor amarali (Stull, 1932)..Foto: reprodução/ 13ªCBM

Animal muito dócil, apesar de ter fama de perigoso; não é peçonhento (apesar de sua mordida ser dolorosa e poder causar infecção) e não consegue comer animais de grande porte, sendo inofensiva para eles.

É muito perseguida por caçadores e traficantes de animais, pois tem um valor comercial alto como animal de estimação, além de sua pele poder ser usada na confecção de artefatos de couro. Uma jiboia nascida em cativeiro credenciado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) pode custar de 1 050 a 6 000 reais, às vezes mais, de acordo com sua coloração.

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Existe um mercado negro de animais silvestres no Brasil, pois as leis dificultam sua criação em cativeiro, apesar do baixo risco de acidentes envolvidos na criação deste animal. O IBAMA suspendeu a licença para venda de jiboias no Estado de São Paulo, apesar de os estudos internacionais demonstrarem que o comércio regulamentado é a maneira mais eficiente de se combater o tráfico de animais exóticos. (Fonte: Wikipédia)

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Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do CenárioMT produzindo conteúdo sobre a região norte de Mato Grosso.