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terça-feira, 20 outubro, 2020
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Projeto estabelece diretrizes para tratamento de problemas psicológicos causado na pandemia

Por CENÁRIOMT

A Assembleia Legislativa vai analisar, nos próximos dias, o Projeto de Lei 813/20, que estabelece estratégias para a divulgação, orientação e tratamento psicológico e psiquiátrico a pessoa acometida por sintomas de depressão, ansiedade e de suicídio, em decorrência ao isolamento social, ação realizada para conter a proliferação da Covid-19.

Conforme o projeto apresentado pelo presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), esse será mais um importante apoio às pessoas que desenvolveram problemas psicológicos durante a pandemia. Para isso, as unidades de saúde e escolares da rede pública deverão prestar o atendimento necessário, inclusive aos familiares do paciente, que apresentar transtornos como estresse pós-traumático, depressão, ansiedade, pânico e comportamento suicida.


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A proposição determina ainda que, além de orientação, será garantida a assistência em saúde mental para o tratamento necessário com a perspectiva multiprofissional de abordagem e atendimento; a realização de ciclos de palestras e campanhas focadas à qualidade de vida; bem como a promoção de debates no ambiente de trabalho sobre ações que promovam a saúde mental.

“O objetivo é promover uma ação voltada aos cuidados da saúde mental das pessoas infectadas ou não pela Covid-19 e também os membros de suas famílias, de forma a minimizar o impacto psicológico causado pela doença. Por isso, vamos defender a aprovação deste importante projeto de grande alcance social”, afirma Botelho.

O acolhimento, conforme o projeto, deverá ser feito com base em estratégias recomendadas para cuidados psicológicos e psíquicos, como reconhecer e acolher receios e medos, quando o paciente procurar pessoas de confiança para conversar; apoiar no retorno à rotina e na reintegração das atividades aos que perderam entes queridos em decorrência da saúde mental; investir e auxiliar na redução do nível de estresse agudo provocados pela perda de parentes à Covid-19 e que apresentem sintomas e complicações associadas a conduta suicida, comprometimento social ou no trabalho, transtornos psicossomáticos, luto patológico e transtornos de adaptação.

O projeto de Botelho prevê ainda investimentos em estratégias qualificadas de comunicação que propiciem à recuperação; capacitação de equipes para a fase de recuperação e atenção à saúde mental dos que trabalham na linha de frente dos casos mais graves; consolidar a coordenação interinstitucional e a participação comunitária na tomada de decisões, através de estratégias sociais e culturais, bem como mapear e dispor de ações para os trabalhadores, como: suporte psicológico presencial ou online nos Centros de Atenção Psicossocial e outros dispositivos da rede onde os usuários já estejam sendo cuidados e também que estejam aptos para acolher novas situações de crise.

Botelho lembra que todos vivenciam um tempo absolutamente novo para toda a sociedade, onde os reflexos da pandemia da Covid-19, pode remeter a diversos sentimentos e transtornos, em que especialistas chamam de transtornos do estresse pós-traumático, condição comum em situações de catástrofes, guerras, sequestros e pandemias.

De acordo com pesquisadores, durante epidemias o número de pessoas que desenvolvem distúrbios psíquicos tende a ser maior do que as que são afetadas pelo processo infeccioso.
Botelho cita no projeto o artigo publicado pela revista eletrônica Saúde e Debate e Revista Ampla, “Efeitos da pandemia: Covid-19 e depressão”, que aborda o tema como “fatores sérios de risco à saúde mental, principalmente, por conta das perdas financeiras e do estigma em relação a outras pessoas”.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os porcentuais médios esperados desses problemas na população se dividem em estresse 8,5%; ansiedade 7,9% e depressão 3,9%. Além da preocupação com a saúde mental de crianças e adolescentes que preocupam pais e especialistas, uma vez que, não houve preparação sobre como lidar com os efeitos pós-pandemia. Estudiosos afirmam que sem condições para oferecer assistência básica e orientação psicológica, os casos se tornarão cada vez mais graves, além de aumento expressivo no número de suicídios.

A proposta é fundamental para ajudar no enfrentamento desses tipos de transtornos. Para se ter uma ideia, estudos apontam que 5,8% da população brasileira sofre com depressão e 32 brasileiros se suicidam todos os dias. Outro tipo de doença que poderá ter consequências em massa é o das pessoas que sofrem síndrome do pânico, ou seja, um número estimado entre 4 e 6 milhões de brasileiros.



Dayelle Ribeirohttps://www.cenariomt.com.br
Redatora do portal CenárioMT
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