Governador de Mato Grosso: “Quem está cometendo crime ambiental não vai dormir sossegado”

Em entrevista à CNN Brasil, Mauro Mendes fez balanço de ações contra incêndios florestais

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O governador Mauro Mendes - Foto por: Michel Alvim - SECOM/MT

O governador Mauro Mendes afirmou que os autores de crimes ambientais em Mato Grosso, como os incêndios florestais, vão sofrer as consequências da lei, desde multas até a responsabilização na esfera criminal.

Mendes concedeu entrevista para a CNN Brasil, na manhã desta quarta-feira (16.09) e fez um balanço da atuação do Governo de Mato Grosso no combate ao fogo, especialmente no Pantanal.


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“Alguém começa o fogo, pode ser por acidente ou de forma criminosa. Nós não vamos amaciar para ninguém que cometeu crime ambiental no nosso estado. Quem não cometeu crime pode ficar tranquilo, mas quem cometeu crime não vai dormir sossegado”, ressaltou.

Conforme o governador, com o monitoramento via satélite o Governo do Estado consegue identificar em até 24 horas o local exato do início do fogo e verificar se foi um acidente ou ocorreu de forma criminosa.

“Já emitimos mais de R$ 100 milhões em multas para aqueles que começaram os incêndios. E vamos responsabilizar objetivamente aqueles que praticaram crime ambiental, para quem usou fogo nesse período. Existem os acidentes e, lamentavelmente, nesses casos não poderemos responsabilizar”, explicou.

Além das multas, os responsáveis responderão criminalmente. Recentemente, o Governo do Estado identificou, via perícia, que vários incêndios ocorridos em áreas do Pantanal foram criminosos. Os casos estão sendo investigados pela Delegacia de Meio Ambiente (Dema).

Ações de combate

Desde março, o Governo de Mato Grosso tem executado o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais.

De acordo com o governador, já foram mais de R$ 22 milhões investidos de recursos próprios, contando com 40 equipes espalhadas por todo o estado para o combate ao fogo, seis aeronaves, três helicópteros e mais de 2500 profissionais envolvidos, desde bombeiros, voluntários, integrantes da Defesa Civil e do Exército.

“Estamos fazendo tudo o que é possível, até no limite do impossível. Temos muitas equipes mobilizadas atuando na região do Pantanal. Estamos vivendo um longo período de estiagem, mais de 100 dias sem chover no estado. A baixa umidade relativa do ar cria, com o calor, uma condição muito adequada para que haja incêndios e quando isso acontece, ele se propaga muito rapidamente”, frisou.

Nesta semana, Mendes decretou estado de calamidade, que foi reconhecido nesta quarta-feira pelo Governo Federal.

“Estamos comprando de forma emergencial mais equipamentos e alugando mais aviões para ajudar a conter o fogo. Porque no Pantanal há muitas áreas de difícil acesso. Demora às vezes muitas horas para chegar porque não tem estrada, há condições que dificultam o acesso dos Bombeiros. Estamos praticamente dobrando essa infraestrutura para combater o incêndio no Pantanal e em outras regiões do estado, já que infelizmente é um problema muito comum nessa época”, completou.

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