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quinta-feira, 29 julho, 2021
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Audiência reforça confiança em relação a solução para a concessão da BR 163 em MT

Encontro que aconteceu de forma simultânea em cinco cidades, contou com presenças de autoridades federais
Por CenárioMT com informações Ascom

A realização da audiência pública para discutir a situação da concessão da BR 163 em Mato Grosso, nesta sexta-feira (16), reforçou a confiança dos mato-grossenses por uma solução para o problema. Há vários anos, moradores de cidades nas regiões norte e médio norte aguardam a duplicação da rodovia, além de outras obras. A audiência foi proposta pela OAB-MT e contou com presenças de autoridades federais e estaduais. O encontrou ocorreu de forma híbrida e simultânea em Cuiabá, Sinop, Sorriso, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, e o advogado-geral da União, ministro André Mendonça, participaram na sede da OAB, em Cuiabá. A audiência discutiu as diretrizes do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que foi anunciado no final de março deste ano.

O documento tem quatro principais premissas. A retomada das obras em 2022 é a principal delas. Há ainda, a priorização de investimentos nos trechos mais críticos, como a Rodovia dos Imigrantes e do Posto Gil até Nova Mutum. Outros pontos importantes são o compromisso de manter o patamar tarifário que já está sendo praticado. Por fim, o TAC define o encaminhamento de penalidades por inadimplementos por meio da tarifa após a conclusão das obras, cuja previsão é serem finalizadas em março de 2026.

Tarcísio Freitas explicou que os próximos passos para a conclusão do acordo serão em agosto com assinatura do TAC. Em setembro, acontecerá a troca da substituição do controle do contrato. Já em março de 2022, está programado o início das obras de duplicação.

Na avaliação do ministro, o TAC é a solução mais viável e rápida diante das possibilidades de respostas ao problema da paralisação das obras de duplicação da BR-163. A primeira opção seria a caducidade, que é a extinção líquida do contrato. A segunda via seria a relicitação, que depende da vontade da concessionária em deixar a operação.

O termo prevê ainda o investimento de R$ 3,17 bilhões em quatro anos, com a duplicação de 335,7 km da rodovia, que representa 75% do trajeto que não foi entregue pela concessionária, cujo prazo expirou em 2019.

Solução

Na avaliação do presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, a realização da audiência pública pela Ordem dá início a um ponto final do imbróglio em torno da duplicação e começa a solução para o problema. “Estamos buscando soluções para essa rodovia que entre 2014 e 2020 registrou quase 10 mil acidentes, com mais de 500 mortes e 1.043 feridos graves. Essa é responsabilidade que recai sobre cada um de nós em razão desse emblemático problema da BR 163”, enfatizou.

O governador Mauro Mendes, que também participou da audiência, ressaltou a importância da BR-163 para a economia do Estado e destacou que o TAC será a melhor solução. “Acredito que a construção do acordo para permitir a troca do controle de forma rápida seja o melhor caminho para que Mato Grosso volte a ver investimentos e a duplicação seja concretizada. O que podemos fazer aqui é pedir celeridade. Todas as alternativas já foram postas sobre a mesa. Desejo que na sequência dessa audiência pública, esse sonho possa acontecer e possamos ver a duplicação acontecer até Sinop”.

Celeridade

Caso o TAC não seja concluído, o advogado-geral da União, André Mendonça, garantiu ações concretas para que a solução seja a mais rápida possível. “O TAC pode ser o divisor de água entre o perde-perde e o ganha-ganha. A não realização, será uma perda para a concessionário, o Estado, a União. A não assinatura do TAC resultará na avocação de todo o juízo arbitral para que essa situação se encerra da forma mais rápida possível. Porém nós podemos ganhar para o ganha-ganha, celebrar o TAC, contribuir uma solução para que permita uma retomada para a concessionária e para os novos investidores”.

Sugestões da OAB

A Comissão Especial da BR-163 da OAB-MT, representada pelos advogados Abel Sguarezi, Ronilson Barbosa, Joaquim Spadoni e Adriana Tancini, apresentou sugestões para incrementar o TAC, como a inclusão de marcos temporários referentes ao financiamento; chamar o novo investidor que assumirá o controle da concessão para também assiná-lo; estabelecer regras para solucionar eventual desequilíbrio econômico financeiro; estabelecer a devolução amigável da concessão caso os compromissos não voltem a ser cumpridos; manutenção de uma equipe que planeje um plano de contingência junto à ANTT e ao Ministério da Infraestrutura e que se aplique o chamado “fator D” da tarifa, em benefício dos usuários da rodovia.

As sugestões serão analisadas pelo Ministério da Infraestrutura e pela Rota do Oeste, e devem constar no termo final. Já consta no TAC a sugestão da OAB-MT de começar os investimentos pelos trechos prioritários, onde os índices de acidentes são maiores.

Justificativa da Rota do Oeste

O diretor institucional da Rota do Oeste, Júlio Perdigão, justificou que o não cumprimento das metas da concessionária se deu por um desequilíbrio financeiro provocado pela série de dificuldades impostas a partir de 2016, como a depressão econômica e o envolvimento da controladora da empresa, a Odebrecht, nas investigações da Operação Lava Jato.

Apesar do histórico de demandas apresentadas pela concessionária junto ao juízo arbitral, ao todo 13, com deferimento de oito, Perdigão afirmou que a intenção da empresa não é litigar, e justificou que a demora em encontrar uma solução se deu em razão do processo de convencimento dos investidores.

“Não estamos com espírito de litigar. Para o acionista é melhor resolver. Se por algum motivo não houver o TAC, temos o compromisso da empresa pela devolução da concessão”, disse Júlio Perdigão reforçando a ideia de sintonia em encontrar uma solução para a BR-163.

A Audiência Pública contou com a participação da advocacia mato-grossense que se fez presente no plenário e acompanhou também de forma virtual. Ainda participou da audiência a Bancada Federal de Mato Grosso, da Assembleia Legislativa, dos prefeitos de Várzea Grande, Sinop, Sorriso e Nova Mutum, entre outras autoridades políticas e representantes dos setores econômicos.

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