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terça-feira, 24 novembro, 2020
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Senador eleito em MT afirma que defenderá ferrovias, melhorias em universidades e se diz favorável à compra de vacina contra Covid-19

Carlos Fávaro, do PSD, teve 25,98% dos votos válidos e vai continuar ocupando vaga no Senado.
Por G1MT

Eleito senador por Mato Grosso neste domingo (15), Carlos Fávaro (PSD), disse que nos próximos quatro anos no cargo irá defender a implantação de ferrovias para escoar a produção de grãos do estado, investir nas universidades públicas do estado e valorizar os servidores públicos.

Fávaro, que nas eleições de 2018 tinha ficado em terceiro lugar na disputa pela vaga, já estava no cargo após obter decisão judicial favorável até a realização da eleição suplemente, que aconteceu junto com as eleições municipais.

Carlos Fávaro pretende fazer com que Mato Grosso se torne um grande “entroncamento rodoferroviário”. Segundo ele, neste ano, o governo federal deve assinar a autorização para a construção da Ferrovia Integração do Centro-Oeste (Fico), de Goiás até o município de Água Boa.

O senador disse que é preciso ampliar a malha ferroviária e fazer a extensão da Ferronorte de Rondonópolis até Cuiabá e depois até Lucas do Rio Verde.

“Já fiz o pedido para o presidente (do Senado) Davi Alcolumbre para que seja votado um projeto de lei que autorize o ministro da infraestrutura a dar seguimento nesta concessão sem que precise fazer novas licitações, já que a iniciativa privada está com recurso para fazer a extensão dessa malha ferroviária e beneficiar a capital para depois seguir até o médio norte mato-grossense”, afirma.

Além da Fico, o senador citou um projeto para o licenciamento da Ferrogrão, entre o Porto de Miritituba, no Pará, passando por Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo, até Sinop. Segundo ele, essas obras vão gerar infraestrutura, oportunidade de emprego e competitividade.

Outras prioridades, durante o mandato, segundo ele, são a implantação de novos polos de ensino, investimento nas universidades públicas e garantia dos direitos dos servidores públicos.

“Irei trabalhar por universidades públicas gratuitas para a população, qualificação da população mato-grossense e garantir o direito dos nossos servidores públicos”, afirma.

Após ser questionado sobre a redução da maioridade penal, o senador se diz ser favorável ao projeto ao alegar que “aos 16 anos o cidadão já é capaz de escolher seus representantes e por isso é apto a responder pelos seus crimes.”

Além disso, vai apoiar o governador Mauro Mendes (DEM) na compra de vacinas contra a Covid-19, que ainda estão fase de testes, para a população mato-grossense.

“O governador tem o meu apoio e acredito que vai ter o apoio também da nossa bancada federal e estadual para que ele possa cuidar do povo de MT, buscando comprar essa primeira vacina que seja aprovada e testada, com garantia é claro, ninguém vai ser irresponsável de trazer algo que não seja seguro para a nossa população”, afirma.

Carlos Fávaro venceu a eleição suplementar realizada neste domingo, com 25,98% dos votos válidos contra 20,44% da Coronel Fernanda e 10,98% de Nilson Leitão (PSDB).

Fávaro tem 50 anos e é empresário do agronegócio. Atualmente, ocupa a vaga no Senado que foi aberta em abril deste ano após a cassação da juíza Selma Arruda.

O novo senador ingressou na política em 2005. Foi vice-governador do estado entre os anos de 2014 e 2018, durante a gestão de Pedro Taques.

Mato Grosso tem 2,3 milhões de eleitores aptos. Desses, 370.472 votaram em Fávaro.

Foram 9.881 votos brancos (3,35%) e 16.169 nulos (5,48%). Houve ainda 83.236 abstenções (22,01%).

Cassação e nova eleição

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Selma Arruda em dezembro do ano passado por abuso de poder econômico e caixa 2 nas eleições de 2018. Com a decisão, ela ficou inelegível até 2026.

Uma nova eleição foi marcada para 26 de abril por determinação da Justiça Eleitoral. No entanto, o TSE decidiu adiar a eleição por causa da pandemia do novo coronavírus e agendou a votação para a mesma data das eleições municipais.

Para a Justiça, as duas eleições na mesma data causaria uma “drástica redução de gastos, em razão do aproveitamento de toda a estrutura de pessoal e a logística do pleito ordinário”.

Como segundo colocado nas eleições de 2018, Carlos Fávaro entrou com um pedido na Justiça para ocupar a cadeira até a nova eleição, e obteve decisão favorável.



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