Evitar contaminação é impossível, mas não podemos deixar faltar leitos, diz Mendes ao inaugurar hospital

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Foto: Mayke Toscano - Secom MT

O governador Mauro Mendes (DEM) inaugurou na tarde desta quinta-feira (14) a obra de reforma e ampliação do hospital Metropolitano de Várzea Grande, que foi transformado na unidade referência para o tratamento ao novo coronavírus no Estado. Foram investidos R$ 16, 5 milhões e agora o local conta com 278 leitos definitivos para atender aos pacientes da Covid-19.

Em entrevista coletiva concedida no evento, o governador falou da dificuldade de frear o avanço da doença e argumentou que cabe ao poder público garantir condições de tratamento. “Atender a população que demanda de uma internação, essa sempre foi a recomendação da Organização Mundial da Saúde. Evitar a contaminação é impossível, no mundo inteiro tem pessoas se infectando, mas o que nós não podemos fazer é deixar faltar leitos e faltar atendimento da nossa população”, sustentou.

Mauro ainda ressaltou que a obra teve baixo custo e deixará um legado na saúde do Estado. “Enquanto outros estados optaram por fazer hospital de campanha [provisório], Mato Grosso optou por fazer uma obra definitiva e é o mais barato hospital construído na sua categoria. Não existe no Brasil hoje um hospital nessa qualidade e muito menos com esse preço”.

O Hospital Metropolitano de Várzea Grande passa a ter 238 leitos clínicos e 40 leitos de UTI definitivos, sendo 210 totalmente novos, dos quais 180 são leitos clínicos e 30 de UTI. As obras começaram em 23 de março, com prazo de conclusão inferior a dois meses.

Mendes explicou que os recursos aplicados na saúde nesse momento de pandemia são fruto de esforço coletivo vêm de diversas origens, como a Fonte 100, Ministério da Saúde, Assembeia Legislativa, dinheiro recuperado de delações e doação de equipamentos feitas por empresas privadas.

“Graças a Deus e ao emprenho de muitos profissionais da saúde e de tantas outras áreas e parceiros que tem nos ajudado, nós estamos conseguindo, até o presente momento. Estamos com uma baixa taxa de ocupação nos nossos leitos de UTI, que é o grande indicador que nós estamos monitorando. Os leitos clínicos nós acompanhamos pelos boletins que eles estão amplamente disponíveis em várias cidades do estado de Mato Grosso”.

Antes da pandemia e da ampliação, em outubro de 2019, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) iniciou a readequação predial da estrutura antiga do Hospital Metropolitano. Com a reforma inicial, foram recuperados os espaços internos da recepção, do setor administrativo, pronto-atendimento, ambulatório, centro cirúrgico e das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A estrutura antiga soma-se à nova para dar vasão aos atendimentos específicos do coronavírus.

A SES-MT iniciou, no dia 23 de março, as obras para a construção de 210 novos leitos no Hospital Metropolitano. O modelo do projeto prevê a montagem das paredes com painel isotérmico, mesmo sistema usado na China; um modelo eficiente e de fácil implantação, que otimiza o tempo de obra e possibilita sua finalização em menor tempo.

Após a pandemia, a estrutura construída ficará definitiva para o Hospital Metropolitano. Com isso, a unidade terá um total 278 leitos – já que, antes da obra, o local contava com outros 58 leitos clínicos e 10 leitos de UTI – e continuará atendendo às especialidades contempladas anteriormente.


Amazonia 03 de Junho