Moradora de MT caminha 195 km debaixo de chuva durante romaria para Aparecida

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Foto: Reprodução

Debaixo de chuva e tempo nublado, a esteticista Dione Mazzutti, de 48 anos, caminhou 195 km nos últimos quatro dias a caminho do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no interior paulista. Ela faz parte do grupo de fiéis que todos os anos leva milhares de devotos em procissão para pedir, agradecer e homenagear a padroeira do Brasil, cuja celebração ocorre neste sábado (12). A romaria da mato-grossense teve início na cidade de Santo André (SP) e terminou, conforme relato, carregada de emoção.

“Eu senti uma emoção muito forte. Eu acho que só no nascimento dos meus filhos que tinha chorado com aquela emoção, sabe? Aquela emoção que você não consegue segurar”, comparou, em conversa.


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Dione já tinha visitado a cidade de Aparecida em outras ocasiões, mas esta foi a primeira vez que ela, junto de amigas, fez a longa caminhada de fé. Moradora de Tangará da Serra (a 200 km de Cuiabá), ela saiu de Mato Grosso com um grupo de 55 pessoas.

Durante a procissão, conta que caminhou ao lado de cerca de 600 religiosos de diversas localidades do país. Entre primeiro de outubro e a última sexta-feira (11), 6.646 passaram pela rodovia Presidente Dutra a caminho de Aparecida.

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O processo, apesar de grupal, pode ser um pouco solitário, em uma jornada de redescoberta. Dione lembra que em alguns momentos caminhava sozinha e refletia sobre múltiplas questões. “Ninguém desistiu, sabe? Foi todo mundo dando uma força ao outro. Teve momentos alegres, descontração e tirar fotos, [mas] teve momentos em que você caminha sozinha, pensando em sua vida, em tudo que já passou”.

Entre os quatro dias, dois deles foram os mais difíceis por conta da chuva. Caminhões que passavam próximo dos participantes jogavam água ao passar em poças. Para algumas pessoas, a chuva se tornou um empecilho muito maior por já estarem com bolhas no pé. Parar durante a caminhada com a chuva, aliás, foi algo impensável, principalmente por conta do frio.

“Tudo fica mais complicado [com a chuva]. Você está andando na Dutra e é muito caminhão. É muita coisa. Às vezes a gente passa bem pertinho. Tem o acostamento, mas é pequeno, entendeu? Vem aqueles caminhões que jogam água na gente”.

A chuva, no entanto, terminou sendo aliada dos romeiros. Dione conta que algumas pessoas preferiram, inclusive, estes dias, por deixar o clima mais fresco. Para a esteticista, a chuva foi mais uma benção da santa. “Não houve um dia em que o sol estavisse muito forte, o que dificultaria ainda mais o processo”.





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